Modelo matemático indica cura da leucemia mielóide através de medicamentos

Estudo internacional conta com investigador português

22 fevereiro 2010
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Através da aplicação de um modelo matemático, uma investigação internacional que envolveu um cientista português concluiu que a leucemia mielóide crónica pode ser curada com medicação e não apenas com transplante de medula, como se pensava até agora.

 

O investigador português que integra a equipa internacional, Jorge Pacheco, do Departamento de Matemática e Aplicações da Universidade do Minho, explicou à agência Lusa que os doentes que tomem as substâncias activas imatinib, dasatinib ou nilotinib desde o diagnóstico de leucemia mielóide crónica “podem atingir a cura, ao contrário do que se pensava”.

 

Na prática, isto significa que “por exemplo, pode haver doentes que neste momento tomem o medicamento e que poderiam parar, pois já não precisam dele”.

 

Esta conclusão foi possível através de um modelo matemático, que, segundo o cientista, é usado para descrever várias doenças do foro hematológico.

 

Deste modo, o cientista prevê que poderá ocorrer uma “mudança de paradigma na forma como a doença é encarada e tratada, uma vez que a única alternativa admitida hoje em dia como susceptível de proporcionar uma cura - mas que não é 100% segura e envolve previamente rádio e/ou quimioterapias - é um transplante de medula óssea”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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