Moçambique: ONUSIDA recomenda abandono de fármaco usado na gravidez por ser ineficaz

Governo reconhece o problema

07 setembro 2011
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O director-executivo da ONUSIDA, Michel Sidibé, recomendou às autoridades de saúde de Moçambique que abandonem o uso da nevirapina, por considerar “ineficaz” o medicamento usado na prevenção da transmissão do vírus de HIV de mãe para filho.

 

“Moçambique figura na lista dos 30 países em que 25% das mulheres grávidas continuam a usar a nevirapina para prevenir a transmissão vertical”, afirmou, em conferência de imprensa, o director executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA (ONUSIDA), Michel Sidibé.

 

Esta linha de tratamento já foi abandonada por muitos países, por ser ineficaz, pois contribui tanto para o nascimento de crianças com infecção do vírus que causa a SIDA, como para a morte da mulher durante o parto.

 

Segundo explica a agência Lusa, em Moçambique, o tratamento da transmissão vertical é feito pelo Ministério da Saúde, que ainda aplica a monoterapia com nevirapina, e pela Comunidade de Sant’Egídio, que usa a tri-terapia às mulheres grávidas a partir da 25.ª semana de gestação e até seis meses depois do parto, a recomendada pelas Nações Unidas.

 

Reagindo à notícia da Lusa, o porta-voz do Ministério da Saúde moçambicano, Leonardo Chavane reconheceu que “em alguns locais” de Moçambique ainda se usa a monoterapia com nevirapina, mas assegurou que, “em 2010, o país tomou a decisão de abandonar a monoterapia”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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