Mitos urbanos povoam gravidez

Estudo conduzido pela University of Cincinnati, EUA

28 agosto 2013
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As grávidas sofrem uma grande influência por parte dos meios de comunicação social com fins de entretenimento e do que ouvem nos círculos sociais que frequentam relativamente a expectativas que constroem da gravidez.

 

Ao contrário do que indicam muitos estudos, sobre o facto de as grávidas se apoiarem primordialmente nos seus profissionais de saúde quanto aos aspetos que concernem a gravidez, um estudo conduzido por Danielle Bessett, professora assistente de sociologia da University of Cincinatti, EUA, concluiu que as expectativas das mulheres durante este estado são também largamente moldadas por mitos urbanos. Estas expectativas incluem, por exemplo o brilho do cabelo, os enjoos matinais ou os desejos por alimentos bizarros.

 

O estudo foi apresentado durante o 108º Encontro Anual da American Sociological Association, que decorreu em Nova Iorque em meados de agosto de 2013.

 

Para a sua pesquisa, a autora entrevistou 64 mulheres grávidas de diversas etnias residentes na área metropolitana de Nova Iorque: metade eram brancas, 12 pretas, 14 de origem latino-americanas, duas latino-americanas/pretas, duas asiáticas e uma de outra etnia. A amostra era também diferenciada do ponto de vista económico das participantes. Mais de metades estavam grávidas pela primeira vez e foram realizadas entrevistas antes e depois do parto.

 

Segundo Danielle Bessett, algumas das mulheres estavam fortemente agarradas a tradições étnico-religiosas. Poucas tinham experiência com gravidez e algumas apresentavam históricos de reprodução complicados.

 

A autora verificou que as mulheres tendiam a minimizar a influência dos mitos urbanos sobre a gravidez ao serem diretamente questionadas sobre as fontes de informação que consideravam mais credíveis. Algumas não sabiam explicar como tinham adquirido as expectativas que possuíam para a gravidez. Só com alguma pressão as mulheres admitiram que terem ouvido alguma da informação adquirida dos meios de comunicação social com fins de entretenimento.

 

Algumas mulheres, por exemplo, demonstraram preocupação relativamente à saúde do seu feto pelo facto de não sentirem os sintomas clássicos da gravidez, como enjoos matinais. A autora considera que os sintomas da gravidez não são apenas um sintoma secundário da gravidez porque as mulheres ligam os seus sintomas aos desejos, necessidades e características do feto. Uma mulher, por exemplo, acreditava que os enjoos matinais que tinha eram devidos ao facto de o bebé não gostar dos alimentos que ela consumia.

 

Embora os mitos urbanos abranjam tópicos como náuseas, desejos por certos alimentos e dores do parto, outros assuntos como o cansaço, insónias, gases, dores de cabeça e tornozelos inchados não gozam de tanta popularidade. “Se é porque são de alguma forma raros (…) ou porque dizem respeito a partes do corpo menos “educadas” como tópico de conversa (como as hemorroidas), alguns sintomas não são normalmente mencionados pelas abordagens sobre a gravidez pelos meios de comunicação de entretenimento, nem são sintomas que os amigos e família partilhem antecipadamente com frequência com as mulheres durante a sua primeira gravidez”, afirma a autora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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