Mitos impedem utilização de opióides no tratamento da dor em Portugal

IPO discute princípios básicos da utilização destes fármacos

18 fevereiro 2011
  |  Partilhar:

Os mitos associados à utilização de opióides para o tratamento da dor colocam Portugal num dos países da Europa com maior resistência à utilização destes fármacos.

 

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Clínica da Dor do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Matilde Raposo, revelou que “ainda existem muitos mitos em relação ao uso de opióides no tratamento da dor. Um mito enorme sobre a utilização da morfina, é o mais comum”.

 

Com o intuito de desmitificar esses mitos, o IPO vai realizar hoje um curso destinado a profissionais de saúde, onde serão discutidos os princípios básicos da utilização de opióides. “Quando a morfina é dada, quando é necessário, não há razão para ter medo de a utilizar. Os mitos são as grandes objecções ao tratamento da dor como deve ser”, refere a médica. Entre os principais mitos estão o “receio da dependência” e a ideia de que a morfina só se usa em doentes em estado terminal.

 

Matilde Raposo refere ainda que, apesar de os médicos portugueses serem dos que mais facilidade de acesso e de prescrição têm aos opióides, não os estão a prescrever. Citada pela Lusa, Duarte Correia, da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor, lembrou que apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) referir o consumo de opióides como indicador de qualidade dos serviços de saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.