Misteriosa causa de alergia alimentar encontrada

Estudo publicado na revista “Nature Genetics”

16 julho 2014
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Investigadores identificaram uma nova via genética e molecular que causa a esofagite eosinofílica. O estudo publicado na revista “Nature Genetics” poderá ajudar no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas capazes de tratar a enigmática alergia aos alimentos.
 

A esofagite eosinofílica é uma doença crónica inflamatória do esófago provocada pela hipersensibilidade a determinados alimentos e pela acumulação excessiva no esófago de um tipo de glóbulos brancos. Esta doença pode causar vários sintomas gastrointestinais que incluem sintomas de refluxo, vómitos, dificuldades em engolir e na cicatrização dos tecidos, fibrose, formação de estenose e outras complicações clínicas.  
 

Neste estudo, liderado pelos investigadores do Centro Médico do Hospital Pediátrico de Cincinnati, nos EUA, foi identificada a via molecular específica do tecido epitelial no esófago que envolve um gene denominado por CAPN14, que está excessivamente regulado no processo de doença.
 

As células epiteliais ajudam a formar a membrana do esófago. Os investigadores, liderados por Mark Rochman, explicam que quando estas células são expostas a um conhecido ativador molecular da esofagite eosinofílica, a IL-13, há um aumento dramático do CAPN14. O gene CAPN14 codifica uma enzima do esófago, a calpaína-14, que faz parte do processo da doença.
 

De acordo com o investigador, este estudo associa respostas alérgicas mediadas através da IL-13 com uma via do esófago específica e responde também a uma pergunta já muito antiga da imunoalergologia: por que motivo as pessoas desenvolvem manifestações patológicas específicas no tecido?
 

“Descobrimos que isto pode ser explicado pela interação dos elementos genéticos da suscetibilidade nas vias de sensibilização alérgica e a nova via do esófago recentemente descoberta. São assim necessários dois passos: um ditado pela alergia e outro ditado pela calpaína-14”, explicou o investigador.
 

Mark Rochman referiu ainda que estes achados apontam para uma nova e possível via de tratamento uma vez que a enzima calpaína-14 pode ser inibida por fármacos, o que significa que é possível modificar a expressão e a atividade da calpaína-14. Na verdade, existem já compostos capazes de bloquear a atividade das calpaínas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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