Mirtilos podem ajudar a combater a doença de Alzheimer

Estudo da Universidade de Cincinatti

16 março 2016
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Os mirtilos, um superalimento conhecido por diminuir o risco de doença cardíaca e cancro, parece também ajudar a combater a doença de Alzheimer, dá conta um estudo apresentado na Reunião Anual da Sociedade Química Americana. 
 
Os investigadores da Universidade de Cincinatti, nos EUA, defendem que esta fruta tem grandes quantidades de antioxidantes saudáveis, que podem ajudar a impedir os efeitos nefastos desta forma mais comum da doença.
 
“Os nossos resultados corroboram os estudos prévios realizados em animais e estudos preliminares humanos, apoiando a noção de que os mirtilos podem, de facto, melhorar a memória e a função cognitiva de alguns idosos”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Robert Krikorian. 
 
Na opinião do investigador, os efeitos benéficos dos mirtilos podem ser devido aos flavonoides, denominados antocianinas, que já demonstraram melhorar a função cognitiva em experiências realizadas em animais. 
 
Atualmente a doença de Alzheimer atinge cerca de 5,3 milhões de indivíduos nos EUA e em 2025 acredita-se que este número aumente para sete milhões. Com o intuito de melhorar esta tendência, os investigadores realizaram dois estudos em humanos.
 
Um dos estudos envolveu 47 indivíduos com mais de 68 anos e distúrbio cognitivo ligeiro, uma condição que aumenta o risco de doença de Alzheimer. Os participantes ingeriram, diariamente, pó de mirtilo liofilizado, equivalente a uma chávena, ou um placebo durante 16 semanas. 
 
O estudo apurou que houve uma melhoria no desempenho cognitivo e na função cerebral dos indivíduos que ingeriram o pó de mirtilo, comparativamente com aqueles que tomaram o placebo. “O grupo que ingeriu mirtilos apresentou melhorias na memória e no acesso a palavras e conceitos”, referiram os investigadores. As ressonâncias magnéticas funcionais realizadas demonstraram também que os indivíduos que ingeriram o pó de mirtilo apresentavam um aumento da atividade cerebral.
 
O segundo estudo envolveu 94 indivíduos com idades compreendidas entre 62 e 80 anos, que foram divididos em quatro grupos distintos. Os participantes foram convidados a ingerir pó de mirtilo, óleo de peixe, óleo de peixe e pó de mirtilo ou um placebo. Os indivíduos não apresentavam problemas cognitivos, mas sentiam que a memória estava em declínio. 
 
Apesar de os resultados não terem sido tão robustos quanto os do primeiro estudo, verificou-se que a função cognitiva melhorou ligeiramente nos indivíduos que ingeriram pó de mirtilo ou óleo de peixe separadamente. Contudo, a memória sofreu poucas melhorias.
 
Os investigadores concluíram que os dois estudos indicam que os mirtilos parecem ser mais eficazes para os pacientes com distúrbios cognitivos, mas não demonstraram ter benéficos mensuráveis para aqueles com problemas de memória ligeiros ou para aqueles que ainda não desenvolveram problemas cognitivos.
 
Os investigadores estão a planear realizar um estudo em indivíduos com idades compreendidas entre 50 e os 65 anos, que inclua pessoas com risco da doença de Alzheimer, de forma determinar se os mirtilos podem ajudar a impedir o início dos sintomas da doença.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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