Mirtilo ajuda a controlar níveis de glicose no sangue

Estudo publicado no “Journal of Nutrition”

23 fevereiro 2010
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O extracto de mirtilo ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue de ratinhos, revela um estudo publicado no “Journal of Nutrition”.

 

O mirtilo e outros frutos de cores vivas, como as amoras azuis, as uvas roxas, as cerejas e os mirtilos vermelhos, contêm antocianinas, que se acredita que diminuam os níveis de glicose no sangue, melhorem a sensibilidade à insulina e reduzam a obesidade dos ratinhos.

 

Por forma a estudar estes efeitos mais aprofundadamente, uma equipa de investigadores japoneses utilizou ratinhos geneticamente susceptíveis a desenvolverem diabetes. Durante cinco semanas, os ratinhos foram submetidos a uma dieta que continha extracto de mirtilo (cerca de 27 g por kg) ou a uma dieta normal.

 

Os investigadores constataram que o extracto de mirtilo reduzia os níveis de glicose no sangue e aumentava a sensibilidade dos ratinhos à insulina. Isto acontece como resultado da activação da proteína cinase pela adenosina monofosfatada (AMP) no tecido adiposos branco, no tecido músculo-esquelético e no fígado, explicaram os investigadores. A proteína cinase activada estimula a decomposição das gorduras no fígado e nos músculos e regula também a secreção da insulina no pâncreas.

 

O efeito da activação da proteína cinase é acompanhado por um aumento do transportador 4 da glicose, o qual ajuda a que esta entre dentro das células, no tecido adiposo branco e no tecido músculo-esquelético. Para além disso, a proteína cinase inibe a produção de glicose e de gordura no fígado. Ao mesmo tempo, a acetil-Coa (uma enzima necessária para a síntese de ácidos gordos) é desactivada e a PPARa (uma proteína que regula o metabolismo da gordura), a acil-CoA oxidase (enzima que desempenha um papel importante no metabolismo dos ácidos gordos) e a palmitoiltransferase-1 (uma enzima necessária à decomposição de ácidos gordos) são activadas no fígado.

 

Na opinião dos investigadores, esta interacção das enzimas e de outros factores observados nos ratinhos alimentados com extracto de mirtilo pode também ocorrer em humanos. Desta forma, os investigadores recomendam o estudo do efeito do mirtilo nos humanos, especialmente em pessoas com elevado risco de desenvolver diabetes tipo 2.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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