Miomas uterinos: regras de tratamento debatidas

Tumor afeta dois milhões de mulheres

12 março 2013
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As regras para tratamento dos miomas uterinos, um tumor benigno que só em Portugal afeta um número considerável de mulheres, foram debatidas por meia centena de especialistas em ginecologia.

 

"Na maioria dos casos é uma patologia que pode passar despercebida e ser assintomática. Numa percentagem que se estima em 30% das mulheres poderá causar sintomas, como hemorragias uterinas anormais, menstruações muito abundantes e prolongadas, até provocar anemia", explicou à agência Lusa a presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), Fernanda Águas.

 

Nos casos de "crescimento demasiado" nas fibras musculares do útero, estes miomas podem provocar o aumento do volume do abdómen e compressão de outros órgãos, "causando dores", disse o especialista.

 

O risco de uma mulher desenvolver miomas pode aumentar com fatores como a idade, história familiar, hábitos alimentares ou obesidade.

 

Fernanda Águas revelou que os especialistas pretendem “uniformizar as condutas e padrões de tratamento para facilitar a vida a quem tem uma situação dessas para tratar e às pessoas que têm o problema e que podem conhecer melhor as diferentes opções que lhes podem ser dadas, participando nessa decisão".

 

Segundo números da SPG, os miomas uterinos afetam entre 30 a 60% da população feminina em geral. Nas mulheres em idade reprodutiva a incidência da patologia situa-se entre 20 a 40%.

 

"Só em Portugal estima-se que afetem 2 milhões de mulheres", refere a SPG.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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