Ministro garante que não pára metadona

Governo só quer debate público sobre a política de droga

26 setembro 2002
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O ministro da Saúde foi ao Parlamento garantir que não vai parar o uso de metadona como terapia de substituição. E jura que só quer um debate público.
 

 

Questionado pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes", o ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, garantiu ontem na Assembleia da República que o recurso a programas de substituição com metadona para o tratamento de toxicodependentes não vai acabar.
 

 

Luís Filipe Pereira compareceu na Assembleia para uma interpelação ao Governo sobre política de droga a pedido do PCP e, logo no discurso inicial, afirmou que, embora considere dever "ser privilegiada a opção pelos tratamentos chamados «livres de drogas»", não deixa de considerar: "Numa atitude pragmática e isenta de preconceitos, entendemos que a realidade que enfrentamos, a tremenda degradação física de muitos dos nossos doentes e a sua incapacidade de adesão àqueles programas recomendam que nesses casos prossigamos com a utilização de programas de substituição opiácea." Mas defendeu também que é vê como "útil a realização de um debate na sociedade portuguesa sobre este mesmo tema".
 

 

As dúvidas sobre a convicção do Governo na estratégia que diz subscrever, no seguimento da anterior política e que constitui o programa para o sector até 2004, surgiram em São Bento em relação a esta a a mais questões.
 

 

Na questão da metadona centrou a intervenção o Bloco de Esquerda. Primeiro, a deputada Ana Drago questionou Luís Filipe Pereira sobre se conhecia do ponto de vista técnico e científico alternativa à metadona - e, ironizando, desafiou o ministro a interromper a sessão para a anunciar ao mundo. Avançou depois com a acusação de que o ministro estava a ceder às teses de um dono de clínicas privadas de desintoxicação, Marques Correia, sócio de Manuel Pinto Coelho, que foi ventilado como presidente do novo Instituto da Droga e da Toxicodependência - que vai juntar os actuais SPTT e IPDT. Uma acusação secundada por Francisco Louçã, que explicitou a acusação de cedência a "lobbies".
 

 

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