Ministro da Saúde apela aos médicos para que apoiem legalização da IVG

Referendo sobre o Aborto

16 outubro 2006
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O ministro da Saúde apelou às mulheres e profissionais de saúde para que apoiem a legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), para “pôr fim à perseguição judicial”. Na primeira iniciativa pública do PS sobre o aborto, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, a três dias da aprovação de uma proposta de referendo no Parlamento, o ministro da Saúde, António Correia de Campos, apelou aos médicos que apoiem a legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Correia de Campos assegurou que as excepções em que o aborto já é legal - razões de saúde da mulher, malformações do feto e violação - serão realizadas "dentro ou fora do Serviço Nacional de Saúde" e que haverá mais planeamento familiar e mais informação sobre meios contraceptivos. "Mas para pôr fim à perseguição judicial das mulheres e ao aborto clandestino é indispensável contar com o apoio de amplos sectores, com uma especial participação das mulheres e das suas organizações específicas e dos profissionais de saúde", acrescentou. O ministro pediu aos médicos "que assumam uma visão democrática e progressista no que se refere à protecção da Saúde Sexual e Reprodutiva da mulher e à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) em meio hospitalar como um acto medico cuja legalidade não pode mais ser adiada". O mesmo responsável afirmou, no entanto, que, se vencer o "não", o Governo "fará cumprir a lei actual". Fonte: Lusa MNI-Médicos Na Internet

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