Ministro da Saúde admite contratar enfermeiros estrangeiros
08 dezembro 2001
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O ministro da Saúde, Correia de Campos, admitiu ontem a possibilidade de contratar enfermeiros estrangeiros para enfrentar a carência destes profissionais em Portugal, uma tendência que deverá agravar-se em 2002, ano em que o curso de enfermagem passará de três para quatro anos.
 

 

Correia de Campos admitiu este cenário no final da apresentação do Plano Estratégico para a Formação na Área da Saúde, no qual são quantificadas as carências de enfermeiros no país.
 

 

Segundo este plano, Portugal precisa de 22.700 enfermeiros e só deverá atingir a média europeia de enfermeiros por mil habitantes dentro de oito ou nove anos.
 

 

De acordo com o mesmo estudo, a actual situação caracteriza-se por uma "grave carência de enfermeiros a nível nacional". A "assimetria na distribuição regional destes profissionais" e os "níveis perigosamente baixos de enfermeiros em cuidados de saúde primários" são outros dos problemas registados.
 

 

Mais de metade dos enfermeiros existentes trabalham nos distritos de Lisboa, Porto e Coimbra. Só na região de Lisboa estão concentrados cerca de um terço do total destes profissionais.
 

 

Apesar do cenário existente, o ministro da Saúde disse não estar pessimista quanto à resolução do problema, adiantando que mesmo em 2002 haverá sempre a hipótese de recorrer à contratação de profissionais estrangeiros.
 

 

A concretizar-se esta previsão, não é a primeira vez que o Ministério da Saúde contrata enfermeiros estrangeiros. Segundo cálculos do ministro, existem em Portugal 1500 enfermeiros espanhóis, colocados, na sua maioria, nas áreas fronteiriças.
 

 

Fonte: Público

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