Ministro da Ciência e Tecnologia entrega prémios da Filmóbidos 2001
27 maio 2001
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O ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, defendeu em Óbidos a criação de uma “vídeoteca científica”, consultável através da internet, que reúna filmes que possam ser utilizados em acções formativas nas escolas, hospitais e outras instituições.
 

 

O membro do Governo, que falava na sessão de encerramento do Filmóbidos 2001 – 3º Festival Internacional do Filme Médico e Científico, que decorreu de 22 a 26 de Maio – confessou ter ficado “comovido” com uma amostra dos filmes a concurso, salientando que “são filmes que têm a ver com o conhecimento e ciência, todos eles nos transmitem a dimensão absolutamente gigantesca da nossa ignorância, dando-nos vontade de saber mais”.
 

 

O Bastonário da Ordem dos Médicos, Germano de Sousa, frisou “o estímulo que este festival dá ao ensino e demonstração de novas técnicas, através de imagens de grande qualidade”, fazendo notar que “há investigações que não são possíveis sem um suporte em filme”.
 

 

O Grande Prémio Filmóbidos – Serpente de Cristal e dois mil contos – foi ganho por “Les Derniers Jours de Zeugma”, de Thierry Ragobert (França), enquanto que a categoria de Filme Científico foi ganha por “The Origin of Life: What Science Has To Say”, de Lucio Morettini e Pier Luigi Luisi (Itália), a categoria de Filme Médico por “L angiographie Rotationnelle En 3 Dimensions”, de Beanjeux R. e Brauer G. (França), e a categoria Educação para a Saúde por “Agonia”, de João Ferreira, Marcelo Aranda e Rita Nolasco (Portugal), correspondentes à Serpente de Ouro e 500 contos.
 

 

Dúvidas na reprodução assistida
 

 

A exigência de regras que regulem a reprodução assistida, sobre as quais os médicos deverão ter a primeira palavra a dizer, foi feita numa mesa-redonda sobre os aspectos éticos, legais e sociais transmitida em simultâneo desde Óbidos, Madrid e Barcelona, para Península Ibérica e América Latina, pela Televisão Educativa Ibero-Americana.
 

 

A ausência de uma definição clara dos limites das técnicas de reprodução assistida e a falta de regulamentação em Portugal foram criticadas por Luz do Céu Pires, chefe do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia e de Reprodução Assistida da Maternidade Alfredo da Costa.
 

“É importante que se ponham limites até onde se deve poder ir na reprodução assistida”, manifestou Céu Pires, secundada por Estevão Ferreira, director do mesmo Serviço no Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, que declarou ser “urgente que se estabeleçam regras, porque em Portugal há um vazio legal total, mas não devem ser estabelecidas pelos juristas, mas sim por quem actua no sector – os médicos – sendo o jurista o último a actuar nesta matéria”.
 

 

A criação de embriões para experimentação foi alvo de críticas de Ruth Arez, directora do Serviço de Genética Médica do Hospital Egas Moniz, que defendeu a utilização para esses fins dos embriões excedentários.
 

 

Entretanto, a Comissão Nacional de Luta contra a Sida estabeleceu uma parceria com o Filmóbidos e vai patrocinar a organização de um concurso de dois guiões para realização de vídeos sobre Sida – até 5 e até 20 minutos.
 

 

Crianças aprendem a fazer filmes
 

 

Outra das atracções do festival foi um pequeno estúdio de produção de filmes, com um cenário apropriado, que possibilitou a perto de 250 crianças das escolas do 1º e 2º ciclo do concelho de Óbidos e outras 100 de um colégio do Porto seguir os passos normalmente dados por uma equipe de filmagem, identificando as diversas profissões ligadas ao meio – realizadores, assistentes de cena, anotadores, maquilhadores, entre outros – e que geralmente se mantêm nos bastidores, sendo no entanto imprescindíveis para o produto final.
 

 

email – filmobidos@clorofila.com
 

Site na internet: http://www.wamhf.org/filmobidos

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