Ministério incapaz de resolver problemas nas urgências

Declarações da Ordem dos Médicos

22 janeiro 2015
  |  Partilhar:

O Ministério da Saúde (MS) está “desorientado” com o que está a acontecer nas urgências e a está “incapaz” de controlar a situação, de acordo com o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem Médicos.
 

“Não é aceitável a desorientação e incapacidade do MS de controlar a situação” nas urgências, disse Carlos Cortes à agência Lusa, considerando que “as medidas avulsas”, que a tutela tem vindo a adotar, “são o reconhecimento irrefutável da falência” da política que tem seguido para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 

“Picos de afluência [de doentes] às urgências acontecem todos os anos”, este ano talvez de forma algo mais acentuada, e “vão voltar a acontecer”, mas o MS reage com “soluções desconexas e a conta-gotas”, disse Carlos Cortes.
 

As urgências privadas podem vir a tratar doentes do SNS em alturas de maior afluência aos hospitais, segundo um conjunto de medidas que inclui a repetição da triagem, quando o tempo de espera for ultrapassado.
 

As medidas constam de um despacho assinado pelo secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, a 09 de janeiro, quando já tinham ocorrido três mortes em serviços de urgência. Esse número subiu entretanto para oito.
 

O facto de o acréscimo de afluência às urgências ser encarado com “surpresa”, no entanto, é “motivo de maior preocupação ainda” para os médicos, acrescentou.
 

A circunstância de o ministro da Saúde, Paulo Macedo, que é “o alto responsável pela saúde em Portugal, ficar surpreendido” com o aumento de afluência, nesta época do ano, aos serviços de urgências dos hospitais públicos, “deixa-nos preocupados”, disse Carlos Cortes.
 

De acordo com o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, “o ministério [da Saúde] tem estado a vender a imagem de que está a salvar o SNS, através de respostas mínimas, mas continua a “esquecer-se das respostas” a nível dos cuidados de saúde primários.
 

“Em vez de transmitir um sentimento de segurança e de confiança às populações”, o Ministério está a promover o “alarmismo”, anunciando “todos os dias medidas novas, avulsas e desconexas”, enquanto “continuam a morrer pessoas à porta das urgências”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.