Miniférias e o desporto ao ar livre aumentam risco de cancro da pele

Alerta um inquérito da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo

10 maio 2013
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As miniférias e o desporto ao ar livre, que está em crescimento em Portugal, aumentam o risco de contrair cancro de pele, alerta a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC).
 

De acordo com inquéritos realizados a mais de 2.500 crianças, em escolas e praias, e que comparam as respostas de 2012 com as dadas em 2004, as crianças são hoje em dia mais protegidas, não só na praia, mas também em ambiente escolar, revelou à agência Lusa o secretário-geral da APCC, Osvaldo Correia.
 

“Há um maior comportamento preventivo no horário em que se faz ginástica ao ar livre evitando o horário crítico, e na escola, os mais pequenos já usam mais chapéu e protetor solar”, afirmou.
 

No entanto, esta realidade não é extensível aos adolescentes e até mais velhos, uma vez que estes revelam até comportamentos contrários: não só não se protegem, como se expõem exageradamente para “ficarem queimados”.
 

Os resultados do inquérito revelam, contudo, que, apesar de haver uma maior preocupação em proteger as crianças, estas continuam a “não percecionar que o sol é igual em todo o lado. Na escola é preciso ter cuidado, tal como na praia. As próprias crianças não se apercebem de que a roupa, o chapéu e a sombra são mais importantes do que o protetor”, acrescentou Osvaldo Correia.
 

Na opinião do dermatologista, o protetor “não pode ser usado como falsa segurança” e é fundamental usar chapéu, preferencialmente de abas largas, e roupa que proteja os braços e o decote, até mesmo como “saída de praia”.
 

O responsável afirma ainda que há um maior uso de protetor, mas também maior recurso aos leites mais fluidos e aos sprays, que não têm uma proteção tão eficaz. “É necessário que as pessoas renovem esses protetores mais vezes” e, no caso do spray, em particular, mesmo com uma proteção elevada, o índice de proteção real é menor do que 10.
 

A renovação do protetor é, de resto, um problema para o qual Osvaldo Correia chama a atenção, considerando que está a ser “muito esquecida. As pessoas aplicam o protetor em casa e não o renovam, quando a renovação deve ser feita no máximo de duas em duas horas. Mesmo no dia-a-dia”, sublinhou.
 

Osvaldo Correia referiu ainda dois fenómenos que estão em crescimento, mas que não estão a ser adaptados adequadamente à exposição solar: as miniférias e o desporto ao ar livre.

 

As “férias relâmpago”, sobretudo para países tropicais, provocam muitas vezes choques térmicos, porque as pessoas não se protegem devidamente e não fizeram uma adaptação gradual ao sol – na varanda, na rua – como deveriam fazer.
Ao nível da prevenção secundária, Osvaldo Correia considera fundamental que as pessoas façam o autoexame, com ajuda de profissionais, e destaca aqui a importância do papel do médico de família.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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