Miguel Ângelo era autista

Pintor renascentista sofria da Síndrome de Asperger

13 junho 2004
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  Miguel Ângelo, o génio da Renascença, autor dos frescos da Capela Sistina e da estátua de David, teria sido uma vítima da chamada Síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo, segundo pesquisa publicada no Journal of Medical Biography. Dois especialistas do Trinity College, em Dublin, afirmaram que o artista, conhecido pela pintura da cobertura da Capela Sistina, no Vaticano, apresentava traços da doença. «Miguel Ângelo era uma pessoa solitária e distante», disse o psiquiatra Muhammad Arshad, um dos envolvidos no estudo do pintor. Segundo ele, o pai e o avô de Miguel Ângelo, assim como um de seus irmãos, apresentavam uma tendência para o autismo.O sintoma da síndrome de Asperger --também conhecida como autismo de alto funcionamento – – pode se apresentar na forma de um talento especial numa área particular como arte, música ou matemática.«Assim como o arquitecto John Nash (1752-1835), que também tinha autismo de alto funcionamento, tinha poucos amigos», afirmaram, em alusão ao famoso arquitecto britânico cujos edifícios estão espalhados por toda a cidade de Londres.Arshad e outro investigador, Michael Fitzgerald, descrevem Miguel Ângelo como «estranho, sem afectividade e isolado» e «preocupado com sua própria realidade privada».«A rotina de trabalho de Miguel Ângelo, o seu estilo de vida incomum, os seus interesses limitados, os seus problemas em se comunicar e socializar, além de vários outros aspectos da vida do pintor denotam um autismo de grau relativamente alto ou de Síndrome de Asperger», disseram os cientistas.Miguel Ângelo (1475-1564) foi um dos maiores artistas do Renascimento. Além do teto da Capela Sistina, esculpiu a Pietà, em Roma, e David, que está em Florença.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalista MNI-Médicos Na Internet

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Comentários 1 Comentar

uma pequena critica

Sabe o que eu acho interessante?
É que, bem, tem tanta gente conhecida que tinha asperger, mas nenhum deles era "retardado", no entanto a maioria das mães e matérias de hoje em dia trata qualquer pessoa que tenha asperger de um modo como se eles fossem "retardados" realmente, o que na minha opinião atrapalha outras pessoas que também têm a síndrome mas acham que têm que ser "retardadas" também para realmente a terem.
PS: desculpem a utilização do termo "retardado", mas é que é como sinto que me sentem.

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