Microchip vigia saúde de paciente

Mecanismo implantado na pele funciona como uma ficha clínica

12 março 2002
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Imagina-se a entrar numa clínica e passar o braço por um mecanismo, do mesmo tipo dos usados nos supermercados com os códigos de barras. Pois...mas neste caso, em vez da conta que terá de pagar, no ecrã irá aparecer a sua ficha clínica, com todos os seus dados de saúde.
 

 

Não se trata de um argumento de um filme de ficção científica e esta realidade não está assim tão distante.
 

Jeff Jacobs é norte-americano, casado e com um filho.
 

Recentemente descobriu que sofria de cancro. Depois de vários tratamentos, Jeff Jacobs toma diariamente dez tipos diferentes de medicamentos. A família Jacobs soube, através do seu filho Derek, 12 anos e um verdadeiro fanático de computadores, que a empresa Applied Digital Solutions, sediada na Flórida, estava a recrutar voluntários para uma nova experiência, destinada a monitorizar a saúde de uma família.
 

 

Trata-se da implantação de um microship sob a pele – do tamanho de um grão de arroz – que passa a informação para um computador por meio de um scanner em hospitais e consultórios médicos.
 

 

Esta ideia agradou, de imediato, à mulher de Jeff Jacobs, Leslie, que encontrou neste método um meio de dar mais tranquilidade à família. "O chip poderá falar por Jeff, caso ele esteja impossibilitado, e dar aos médicos as informações sobre o sua história clínica", disse Leslie Jacobs.
 

 

VeriChips é o nome dado a este novo equipamento, desenvolvido pela Applied Digital Solutions, mas a implantação dos microchips depende ainda da autorização do departamento do governo americano que regulamenta a venda de alimentos e medicamentos, a Food and Drugs Administration (FDA).
 

 

A empresa está de tal modo interessada em ser a primeira a experimentar a nova tecnologia que, caso o FDA não aprove a experiência em breve nos EUA, a Applied Digital Solutions pode voltar-se para os mercados da América do Sul e Central.
 

 

O VeriChip vai conter informações sobre as dados clínicos de um paciente, nome e contactos dos seus parentes. Keith Bolton, responsável pela área tecnológica da empresa não poupa elogios ao novo produto. Em declarações à BBConline, Bolton assegurou que esta capacidade de manter a história clínica altamente guardada, dentro do próprio corpo é um grande avanço para o ser humano.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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