Microbiota intestinal de prematuros associada a menor crescimento mais tarde

Estudo apresentado na Conferência “World of Microbiome” em Milão

12 novembro 2019
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Uma equipa de investigadores da Universidade da Florida do Sul detetou que a microbiota alterada de bebés prematuros pode ser a razão para o seu crescimento insuficiente anos mais tarde.
 
Para o estudo foram avaliados 78 bebés prematuros com menos de 1,3kg, sendo que a autora principal, Maureen Groer, analisou as suas amostras de fezes semanalmente durante as primeiras seis semanas.
 
Groer descobriu que todos tinham uma microbiota intestinal anormal, conhecida como disbiose, que pode afetar a saúde desde cedo, visto que a microbiota tem um papel importante na regulação do sistema imunitário e da digestão e influencia o crescimento.
 
Os bebés prematuros permanecem internados durante muito tempo e experienciam situações de stress como o afastamento da mãe, recebem antibióticos e não são amamentados com leite materno que lhes transferiria bactérias essenciais.
 
Groer explica que estes bebés são “‘ameaçados’ pelo seu grau de imaturidade e pelas intervenções necessárias no hospital, o que tem influência na disbiose observada”.
 
Os investigadores seguiram 24 dos bebés observados inicialmente, aos dois e aos quatro anos de idade. Mediram o seu crescimento e desenvolvimento e os níveis de saúde.
 
Apesar de melhorias da microbiota aos dois anos de idade devido à boa alimentação e viverem fora do ambiente hospitalar, aos quatro anos tinham menos altura do que o normal, segundo os Padrões de Crescimento Infantil da Organização Mundial de Saúde.
 
Estas crianças tinham ainda mais peso do que o recomendado, o que coloca riscos à saúde.
 
Grober sugere que se criem opções de intervenção nos prematuros, como administração de prebioticos especiais, para não se comprometer o crescimento anos mais tarde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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