Microbioma intestinal é ou não o culpado pela obesidade?

Estudo realizado pelo Instituto Gladstone

19 fevereiro 2015
  |  Partilhar:

Alguns estudos recentes têm sugerido que o microbioma intestinal, composto por bactérias que habitam os intestinos e o estômago, é o culpado pela obesidade. Contudo, um novo estudo apresentado na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência refere que esta questão não é assim tão simples.
 

Os investigadores do Instituto Gladstone, nos EUA, analisaram vários estudos anteriores e constataram que não há uma relação significativa entre o Índice de Massa Corporal (IMC) e os tipos de microrganismos intestinais.
 

Os investigadores, liderados por Katherine Pollard, verificaram que havia uma maior variabilidade nas bactérias intestinais entre os diferentes estudos do que entre os indivíduos magros e obesos.
 

A investigadora acredita que é a composição genética das diferentes estirpes de bactérias que é o fator mais importante. Isto porque o ADN bacteriano pode variar muito. Enquanto os genomas de dois indivíduos podem apenas diferir em 0,1%, duas estirpes da mesma bactéria podem variar cerca de 30%. Uma diferença semelhante à encontrada entre os homens e os ratinhos.
 

Adicionalmente, as diferenças nos genomas bacterianos são muitas vezes peças importantes que estão envolvidas no metabolismo e processamento de açúcar e gordura.
 

Quando os microbiomas são estudados através da metagenómica, ou seja sequenciação do ADN total, as diferenças no tamanho do genoma bacteriano pode alterar a estimativa da proporção de cada gene na amostra.
Através do desenvolvimento de um método computacional simplificado para calcular rapidamente o tamanho do genoma, os investigadores foram capazes de melhorar a precisão dos estudos do microbioma.
 

“Não é suficiente dizer que tipo de espécie bacteriana está presente, porque não explica o que estão fazer. Uma vez que duas estirpes da mesma espécie podem ter genomas tão distintos, é necessário saber quais os genes que estão presentes e quais os papéis que desempenham de forma a associar o microbioma intestinal de um indivíduo ao IMC ou doença”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.