Micro-robô pode revolucionar correção de deformidades faciais

Estudo da Universidade de Coimbra

23 janeiro 2013
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A correção de deformidades faciais pode vir a ser revolucionada com a utilização de um micro-robô desenvolvido pelos investigadores da Universidade de Coimbra (UC).
 

Investigadores da UC desenvolveram um micro-robô com o qual “pretendem revolucionar” a correção de deformidades faciais, realizando os tratamentos de forma rápida e em ambulatório, anunciou hoje aquela instituição de ensino.
 

O novo método de tratamento baseia-se num distrator mandibular robotizado, que ainda este ano vai ser aplicado a título experimental em humanos, após ensaios com animais, no âmbito de investigações iniciadas em 2011.
 

A colocação do micro-robô implica “uma cirurgia que pode ser feita em ambulatório”, disse à agência Lusa, um dos investigadores.
 

“Semelhante a um pequeno parafuso”, o novo distrator “vai revolucionar o tratamento de deformidades faciais, principalmente as que estão associadas ao chamado ‘retrognatismo mandibular’, caracterizado pela falta de desenvolvimento do maxilar inferior, dando ao paciente a aparência de ‘queixo pequeno’, face convexa e região nasal proeminente”, refere uma nota da assessoria de imprensa da Universidade.
 

Este “dispositivo médico permite fazer um alongamento do osso muito progressivo”. Este distrator “não é tão invasivo” como outros sistemas convencionais e pode ser aplicado “quer por motivos estéticos, quer funcionais”, explicou o ortodontista.
 

O dispositivo “vai corrigir o maxilar, permitindo também o tratamento de situações mais leves”, e pode ser aplicado em crianças e adolescentes, acrescentou.
 

“A grande inovação deste micro-robô em relação aos distratores ósseos convencionais é permitir realizar os tratamentos de forma rápida, em ambulatório, com poucos efeitos secundários e praticamente sem limitações”, salienta a nota da UC.
 

Atualmente, “o tratamento obriga a internamento hospitalar para a realização de duas cirurgias delicadas, sob anestesia geral, para a colocação e remoção dos dispositivos”, com “um período incapacitante longo” em que é feita “a ativação manual do dispositivo duas vezes ao dia”.
 

A nova solução, já com patente provisória, “assenta numa microtecnologia única, minimamente invasiva, sem necessidade de anestesia geral e capaz de provocar a distração óssea autonomamente, evitando assim o internamento” hospitalar.

 

No futuro, o novo distrator “poderá ainda ser utilizado noutras patologias” da cirurgia maxilo-facial e da ortodontia, na implantologia e na ortopedia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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