Método de interrupção voluntária da gravidez é imposto à maioria das mulheres

Inquérito da DECO

29 setembro 2010
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Um pequeno estudo, publicado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), revela que a maioria das mulheres que recorre aos serviços públicos para realizar uma interrupção voluntária da gravidez (IVG) não pode escolher o método.

 

O inquérito foi realizado em Portugal, Espanha e Itália entre Outubro de 2009 e Março de 2010. Os questionários nacionais foram distribuídos pelos estabelecimentos públicos e privados autorizados a praticar IVG. Foram obtidas 348 respostas anónimas, 35 das quais portuguesas.

 

Em cada 10 mulheres que fizeram uma interrupção voluntária da gravidez (IVG) no Serviço Nacional de Saúde, 8 não escolheram o método, como está consagrado na lei. Segundo o comunicado de imprensa da DECO, foi-lhes imposto o método medicamentoso. As que recorreram à clínica privada tiveram mais voto na matéria e a maioria foi submetida a aspiração cirúrgica.

 

Uma notícia divulgada pelo jornal “Público” adianta ainda, citando dados do inquirido aos quais teve acesso, que ʺmetade das mulheres inquiridas disse não ter sido informada sobre a possibilidade de obter ajuda psicológica e confessou ter sentido necessidade de falar com um profissionalʺ. De igual modo, adianta o mesmo jornal, ʺo período de reflexão de três dias, obrigatório por lei, não foi imposto a uma em cada dez inquiridasʺ.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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