Método contracetivo é utilizado por 94% das mulheres

Estudo da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e da Contraceção

09 junho 2015
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Noventa e quatro por cento das mulheres utiliza, atualmente, um método contracetivo havendo uma redução na utilização da pílula com o aumento da tendência de meios menos dependentes da utilizadora, dá conta um estudo da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e da Sociedade Portuguesa de Contraceção.
 

O estudo, que analisou os hábitos contracetivos de quatro mil mulheres do país, com idades entre os 15 e os 49 anos, conclui que atualmente 94% das mulheres usam um método contracetivo, um aumento de 12% quando comparado com os dados de 2005, o último inquérito realizado nesta área.
 

Um estudo sobre contraceção em Portugal concluiu que mais mulheres usam um método contracetivo, sendo atualmente 94%, havendo uma redução na utilização da pílula com o aumento da tendência de meios menos dependentes da utilizadora.
 

O coordenador científico do estudo, Daniel Pereira da Silva, referiu aos jornalistas que este aumento se deve "à evolução da sociedade portuguesa" e a um "maior conhecimento, maior divulgação e maior grau de consciencialização" das mulheres.
 

De acordo com dados do inquérito, ao qual agência Lusa teve acesso, atualmente existe uma maior tendência para o uso de métodos menos dependentes ou não dependentes da utilizadora" e apesar da pílula continuar a ser o método mais utilizado, o seu uso caiu de 62% em 2005 para 58% este ano. Houve assim um aumento do uso do DIU, do implante subcutâneo, do adesivo e do anel vaginal.
 

O inquérito concluiu ainda que 17% das mulheres sexualmente ativas já fez pílula de emergência, tendo em 53% casos sido aconselhada por farmacêutico ou amiga.
"A grande diferença está sobretudo nos mais jovens, onde a educação sexual nas escolas tem um papel determinante. Nos jovens tem havido um uso significativamente maior do método de contraceção", referiu Daniel Pereira da Silva.
 

Em 2005, 16% das jovens, entre os 15 e os 19 anos com vida sexual ativa, não usavam qualquer método contracetivo, enquanto em 2015 este número desceu para os 6%.
O estudo apurou que "70% das adolescentes teve acesso a educação sexual" e que as fontes de informação sobre contraceção são predominantemente a internet e os amigos para as mulheres mais jovens, e para as mulheres mais velhas os profissionais de saúde, mas, independentemente disso, quem aconselha o método de contraceção é maioritariamente o médico.

 

Daniel Pereira da Silva manifestou ainda uma preocupação relativamente ao facto de 40% das mulheres, entre os 35 e 39 anos, não fazerem qualquer consulta de planeamento familiar, o que aumenta o número de interrupções voluntárias da gravidez neste escalão etário.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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