Metilxantina não trata asma infantil...

...e até pode ser prejudicial

15 agosto 2005
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Um estudo realizado por médicos australianos determinou que os fármacos que têm como base as metilxantinas, usadas no tratamento da asma infantil, não apresentam benefícios no combate a essa doença, e, ao invés, poderiam provocar consequências nocivas aos pacientes.
 

 

Os resultados da investigação foram divulgados na revista The Cochrane Library, uma publicação do The Cochrane Collaboration, órgão internacional que avalia estudos médicos.
 

 

Segundo os cientistas australianos, os fármacos - conhecidos como metilxantinas - foram substituídos por corticosteroides nos países desenvolvidos, mas ainda são usados como terapia de cura da tosse infantil nas nações em desenvolvimento. «Não encontrámos provas claras de que o uso das metilxantinas para a tosse infantil possa estar vinculada a (uma cura de) outros sintomas asmáticos», explicou a principal autora do estudo, Anne Chang, do Royal Children''s Hospital in Queensland, Austrália.
 

 

As metilxantinas provocam relaxamento das vias respiratórias, reduzindo a tosse. Mas, por outro lado, são perigosas para as crianças pois causam desequilíbrio no sistema nervoso, irritabilidade e até arritmia cardíaca com probabilidade de ser fatal, segundo os cientistas.
 

 

Chang declarou na publicação que, diante dos problemas provocados pela tosse crónica nas crianças, as metilxantinas poderiam ser consideradas parte de um tratamento potencial, mas apenas depois de serem feitos outros estudos sobre os seus efeitos secundários.
 

 

MNI- Médicos Na Internet
 

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