Metas relativas a suicídio e consumo de ansiolíticos não foram atingidas

Evolução do Plano Nacional de Saúde apresentado esta semana

12 março 2010
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A mortalidade por suicídio e o consumo de ansiolíticos e antidepressivos foram algumas áreas que ficaram aquém da meta traçada no actual Plano Nacional de Saúde (PNS), tendo mesmo crescido no “sentido contrário”.

 

Na apresentação da evolução do PNS 2004-2010, a alta comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, salientou os bons resultados: “85% dos indicadores de mortalidade atingiram a meta, o que significa que se está a morrer menos em Portugal”.

 

Contudo, alguns indicadores foram “no sentido contrário à meta”, como a mortalidade por suicídio, cujo objectivo era baixar para 2,5 por 100 mil habitantes e aumentou de 4,9 em 2001 para 5,7 em 2008. Também o consumo de ansiolíticos, hipnóticos e sedativos ultrapassou a meta traçada (92,5). Em 2001, o consumo situava-se nos 115,6 e subiu para 152,1 em 2008.

 

Citado pela agência Lusa, Jorge Simões, economista e especialista em Saúde, referiu que esta situação causa uma “enorme preocupação”, apesar de salientar que “o resultado português é muito melhor do que a média da União Europeia”.

 

“É necessário olhar para o contexto económico”, disse o economista, lembrando a “situação de depressão económica, o aumento de desemprego e de situações complexas do ponto de vista social”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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