Metanfetamina causa mais danos cerebrais do que a heroína ou cocaína

Droga nova, os mesmos problemas

05 março 2001
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Segundo um estudo recente realizado nos EUA, a droga metanfetamina causa mais danos cerebrais do que o álcool, a cocaína e a heroína. Esta droga cria grande dependência e é consumida por milhões de pessoas nos EUA.
 

 

A metanfetamina foi desenvolvida no início do século a partir da anfetamina e servia originalmente como descongestionante nasal. Como a anfetamina, esta substância dá maior energia aos seus consumidores, perda de apetite e uma sensação geral de bem-estar que pode durar até 8 horas. Especialistas afirmam que após este “rush” inicial segue-se geralmente uma agitação que pode levar a comportamentos agressivos.
 

 

Esta droga pode ser confeccionada a partir de medicamentos de venda livre nos EUA, o que ajudou a torná-la tão popular. Em calão norte-americano a droga é conhecida por speed, meth, chalk e fumada por ice, crystal, crank e glass.
 

 

Os cientistas norte-americanos investigaram o efeito da droga no cérebro dos seus consumidores comparando-os com cérebros de pessoas que não consumiam a droga e mediram níveis de transportadores de dopamina (moléculas envolvidas na regulação de sentimentos de prazer e satisfação no cérebro).
 

 

Concluíram que os cérebros dos consumidores tinham níveis mais baixos de transportadores de dopamina em 2 áreas do cérebro. Os níveis baixos destas moléculas estavam relacionados com deficientes capacidades motoras e de memória, mesmo em pessoas que tinham terminado o seu consumo há 11 meses atrás.
 

 

Estes estudos mostram indubitavelmente que a metanfetamina é prejudicial ao cérebro e tem um efeito que dura pelo menos até 11 meses após o termo do seu consumo, dizem os investigadores.
 

 

Afirmam ainda que as alterações que ocorrem no cérebro em termos de transportadores de dopamina são muito mais drásticas do que as que ocorrem aquando do consumo de cocaína, álcool ou heroína.
 

 

Num segundo estudo os investigadores mediram o metabolismo cerebral dos consumidores e verificaram um aumento de 14% deste em relação a medições nos cérebros dos não-consumidores. Estes dados, segundo os cientistas, suportam a ideia de que ocorre uma resposta inflamatória, indicando que esta substância é altamente tóxica.
 

 

 

Em 1996 a droga foi experimentada por 4.9 milhões de pessoas nos EUA, em comparação com 3.8 milhões em 1994.
 

 

Adaptado por
 

Helder da Cunha Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters Health

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