Metade dos médicos não querem genéricos

Inquérito da ANF avaliou 933 farmácias

13 julho 2003
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Os médicos não autorizaram a substituição por «medicamentos similares mais baratos» em quase metade das receitas em que a troca por outro fármaco era possível, concluiu um estudo da Associação Nacional de Farmácias (ANF) sobre «O Padrão de Utilização de Nova Receita Médica». O trabalho foi baseado num inquérito a 933 estabelecimentos farmacêuticos do continente e ilhas.
 

 

Curiosamente, a Madeira é de longe a região onde os clínicos se mostram mais renitentes às alterações das suas prescrições por terceiros, enquanto nos Açores se verifica precisamente o contrário: ali, apenas 41,3 por cento dos médicos não permitiram a permuta por outro medicamento nas farmácias. No continente, não há grandes variações regionais a assinalar (ver quadro).
 

 

Funcionando como uma espécie de fotografia do movimento de um dia (29 de Maio passado) em mais de um terço das farmácias portuguesas, este estudo desenvolvido pelo Centro de Estudos de Farmacoepidemiologia (Cefar) da ANF pretendeu avaliar a posição dos clínicos face à substituição especificamente nos casos em que esta é possível, sempre que existem genéricos (medicamentos cuja patente já expirou e são mais baratos) no mercado.
 

 

Percebeu-se também que os médicos autorizaram a substituição em 30,5 por cento do universo de receitas analisado e que a prescrição só por substância activa ou DCI (Denominação Comum Internacional), que atribui a possibilidade de escolha ao doente, não é ainda muito expressiva, surgindo em pouco mais de um quinto das receitas. Mas é preciso notar que por enquanto a prescrição por DCI apenas é obrigatória nos grupos de medicamentos em que existem genéricos à venda (os chamados grupos homogéneos) e estes constituem ainda uma minoria - apesar de a sua quota estar a crescer exponencialmente, tendo passado de 0,13 em 2000 para 5,6 por cento do total de medicamentos em Maio último.
 

 

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