Metade dos hipertensos em Portugal tem colesterol elevado

Resultados de estudo nacional

16 abril 2015
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Metade dos doentes hipertensos em Portugal tem um valor de colesterol elevado, com a hipertensão a registar elevada prevalência e mau controlo entre os mais idosos e níveis baixos nos jovens, segundo um estudo noticiado pela agência Lusa.
 
De acordo com o estudo apresentado em Lisboa no dia 15 de abril, a taxa de prevalência da hipertensão arterial situa-se nos 26,9%, sendo mais elevada no sexo feminino (29,5%) do que no sexo masculino (23,9%).
 
Este estudo aponta ainda para uma “elevadíssima prevalência” da hipertensão nas pessoas acima dos 65 anos e para um grande número de situações não controladas.
 
Sobre os 50% de doentes hipertensos que têm colesterol total elevado, Rui Cruz Ferreira, coordenador nacional para as doenças cardiovasculares, afirmou que se trata de um dado relevante e que pode ter implicações na terapêutica a aplicar, já que estes doentes estão “em particular risco de eventos cardiovasculares”.
 
“Isto pode significar a necessidade de haver programas específicos que se dirijam a populações alvo, como os idosos ou doentes com múltiplos fatores de risco”, disse Rui Cruz Ferreira.
 
Segundo o cardiologista, outro dado relevante do estudo são as diferenças regionais encontradas, “não havendo ainda uma explicação cabal” que as justifique.
 
Em termos de prevalência da hipertensão, a administração regional de Lisboa e Vale do Tejo é a que que regista menor taxa de doentes, enquanto o Alentejo é a que tem maior prevalência, muito próxima dos valores do Algarve.
 
No que respeita ao controlo da hipertensão por regiões, são verificadas também “diferenças significativas”, principalmente entre a região norte (cerca de 40% de controlo da doença) e a região do Algarve (cerca de 20%).
 
O estudo apontou para uma prevalência total da hipertensão arterial em Portugal de 26,9%, abaixo de outros estudos que têm indicado prevalências próximas dos 40%, mas o coordenador das doenças cardiovasculares considera que a diferença não é significativa porque o âmbito das análises é diferente e o estudo atual faz uma análise populacional de larga escala.
 
Rui Cruz Ferreira explicou à agência Lusa que este estudo é um ponto de partida importante, uma vez que se trata de uma análise de larga escala que permite ter elementos estatísticos a nível nacional que possibilitem uma intervenção mais dirigida.
 
Este estudo analisou os dados registados em todas as pessoas maiores de 18 anos inscritas nas unidades de saúde, a quem estava atribuído um médico de família e que no ano de 2013 tinham tido pelo menos duas consultas médicas onde foram registados os valores da pressão arterial.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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