Metade dos farmacêuticos portugueses considera que a sua profissão piorou

Estudo realizado pela consultora internacional APCO Insight

02 setembro 2010
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Cerca de metade dos farmacêuticos portugueses considera que a profissão está pior agora do que há cinco anos e que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) também se degradou desde 2005, refere o estudo intitulado "Global Survey of Pharmacists 2010".

 

Este estudo realizado pela consultora internacional APCO Insight para a Federação Internacional de Farmácia (FIP) contou com a participação de mais de dois mil farmacêuticos oriundos de Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Turquia, Austrália e EUA. Segundo o estudo, 55% dos farmacêuticos portugueses consideram que a profissão está pior do que há cinco anos.

 

Contudo, 90% revelam satisfação relativamente à carreira. O contacto com os doentes e a possibilidade de os ajudar são a componente que mais agrada a 88% dos farmacêuticos portugueses.

 

A directora do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR) revelou à agência Lusa que Portugal aparece como um dos primeiros países no que diz respeito aos factores que mais contribuem para a satisfação dos farmacêuticos relativamente à sua profissão e que estão directamente relacionados com o doente.

 

Do total de inquiridos dos oito países, 47% mostraram-se "muito satisfeitos" com a profissão e 76% consideraram que "ajudar e contactar com os doentes" é o melhor de ser farmacêutico.

 

De acordo com o estudo, o que a agrada menos a cerca de 81% dos inquiridos está relacionado com questões de condições e carga de trabalho, bem como questões burocráticas.

 

Para 51% dos farmacêuticos portugueses, a falta de reconhecimento como profissionais de saúde e as questões relacionadas com o controlo de preços, comparticipações, alterações legislativas e genéricos são os maiores desafios que enfrentam hoje em dia.

 

Uma outra preocupação dos farmacêuticos portugueses é sob o actual estado do Sistema Nacional de Saúde. Mais de metade dos inquiridos consideram que o SNS está pior agora do que em 2005. A média dos inquiridos dos oito países é ligeiramente mais baixa, situando-se nos 43%.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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