Metade dos doentes crónicos abandona terapêutica

Pacientes não entendem "bulas", aponta especialista

27 agosto 2006
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Cerca de metade dos doentes crónicos abandona a medicação, principalmente porque manifestam sintomas descritos nos folhetos informativos que, de uma forma incorrecta, interpretam como resultado dos fármacos, segundo uma especialista em Farmacovigilância presente no 22º Congresso Internacional de Farmacoepidemiologia e Comunicação de Risco na Saúde Pública, que decorreu na semana passada, em Lisboa.
 

 

De acordo com Paula Martins, professora da Faculdade de Farmácia de Lisboa, existem vários estudos que demonstram que o não cumprimento da terapêutica chega a atingir metade dos doentes crónicos. Com este abandono, o tratamento fica em risco, além do desperdício dos medicamentos, já adquiridos e, na maioria, comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 

 

Segundo a especialista, um dos factores determinantes para este abandono prende-se com a associação que o doente faz entre sintomas que sente e a terapêutica. A especialista adiantou que o doente toma a decisão de interromper a terapêutica, convencido de que os sintomas que manifesta se devem aos medicamentos, dado não ter sido devidamente esclarecido por um profissional de saúde sobre a real possibilidade destes existirem.
 

 

Esta é uma razão que tem levado vários peritos internacionais - e também em Portugal - a estudar novas formas de explicar os medicamentos, os seus benefícios e riscos, através de uma nova "bula".
 

 

Paula Martins disse que o abandono da terapêutica por parte dos doentes crónicos se deve ainda a outros factores, como o doente não sentir melhoras e achar que o fármaco não serve para nada e também o seu custo, nem sempre financeiramente comportável.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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