Metade dos doentes com insuficiência cardíaca são internados seis meses após primeiro internamento

Alerta da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna

29 abril 2015
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A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) lembra, a propósito do Mês do Coração que se assinala em maio, que em Portugal quase metade dos doentes que tiveram um internamento devido a insuficiência cardíaca (IC) são internados de novo ao fim de seis meses.
 
A IC é um problema de Saúde Pública em Portugal e na Europa, com elevada morbilidade e mortalidade e considerada a causa principal de internamento hospitalar após os 65 anos. Como tal, a SMPI considera fundamental alertar a população para a importância das atitudes preventivas, uma vez que não são ainda reconhecidas estratégias terapêuticas que consigam reduzir esta morbilidade na IC.
 
De acordo com os dados divulgados pela SPMI em comunicado de imprensa, a que a Alert teve acesso, a prevalência da IC em Portugal varia entre 1,36% no grupo etário dos 25 aos 50 anos e 16% acima dos 80 anos e prevê-se que esta aumente em 50 a 75% até 2030.
 
Segundo a SPMI, os principais problemas que a IC coloca atualmente é a incapacidade e a redução da qualidade de vida, uma vez que nas últimas décadas tem havido uma redução muito significativa da mortalidade associada à IC. 
 
Apesar de “ainda não serem reconhecidas estratégias terapêuticas que consigam reduzir esta morbilidade na IC”, alguns estudos sugerem que “estratégias baseadas nas características e necessidades específicas de cada doente poderão estar associadas a menor morbilidade e maior qualidade de vida”, refere Paulo Bettencourt, internista e especialista no tratamento de IC, citado no comunicado.
 
O especialista realça também que “de facto é expectável que com o envelhecimento populacional se observe um aumento do número de doentes com IC.” 
 
Como medidas para atenuar esta tendência, Paulo Bettencourt destaca um estilo de vida mais saudável e o controlo mais rigoroso de condições que estão associadas à IC, tais como a diabetes e a hipertensão arterial. 
 
“Os doentes com IC são geralmente idosos e frágeis, de estratos socioeconómicos mais desfavorecidos e com várias doenças em simultâneo, como a doença respiratória crónica, a diabetes a anemia e as arritmias. Todos estes fatores fazem destes doentes uma população particularmente vulnerável”, explica.
 
Para Paulo Bettencourt é importante desenvolver campanhas que alertem estes doentes para a importância da atividade física na manutenção da saúde cardiovascular. 
 
Apesar das diversas campanhas de sensibilização da população para a identificação e controlo de fatores de risco cardiovasculares, como o controlo de diabetes, ingestão de sal, tabagismo, na opinião deste especialista, “existe ainda pouca sensibilização na generalidade da população quer para os riscos associados ao sedentarismo, quer aos benefícios da atividade física moderada mas regular”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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