Metade das crianças das escolas públicas de Lisboa são carenciadas

Privações desde a alimentação à habitação

19 março 2003
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Cerca de metade das crianças que frequentam os 3º e 4º anos do ensino básico da rede pública de Lisboa pertencem a famílias carenciadas e sofrem várias privações a nível da alimentação, habitação e inserção social.
 

 

Estas conclusões fazem parte de um estudo realizado pelo Instituto de Apoio à Criança e pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) sobre as condições de vida das crianças em Lisboa, a que a Lusa teve acesso.
 

 

Com base num inquérito realizado por amostragem no primeiro trimestre de 2002 a cerca de 1800 crianças - de um universo de 6040 que frequentam os 3º e 4º anos do ensino básico da rede pública de Lisboa - o estudo conseguiu identificar alguns elementos de privação/bem-estar associados às situações de carência que caracterizam a pobreza e mais particularmente a pobreza infantil.
 

 

Em declarações à Lusa, a coordenadora do estudo, Amélia Bastos, do ISEG, classificou este trabalho como «inovador», justificando que «pela primeira vez a criança foi a unidade estatística e não a família».
 

 

Amélia Bastos fez questão de sublinhar que nem todas as crianças carenciadas sofrem privações devido ao investimento dos pais.
 

 

«Há famílias que são pobres, mas investem nas crianças e estas não passam privações», precisou, apontando ainda casos inversos, em que as famílias têm poder de compra e apresentam altos níveis de privação.
 

 

Fonte: Lusa
 

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