Metade das cirurgias realizadas em 2009 foi em ambulatório

Dados da ministra da Saúde

12 maio 2010
  |  Partilhar:

Quase metade das cirurgias realizadas em Portugal no ano passado foi em regime de ambulatório, ou seja, sem internamento, mais 20% do que em 2008, anunciou esta semana a ministra da Saúde, Ana Jorge.

 

Em declarações citadas pela agência Lusa, Ana Jorge adiantou ainda que em 2010 a taxa de cirurgias de ambulatório poderá aumentar para 60%, mas lembra que "a partir de um determinado momento, não é possível atingir mais, porque há cirurgias que não podem ser feitas em regime de ambulatório".

 

De acordo com a ministra, estes dados revelam a "importância" que a cirurgia de ambulatório tem no contexto da área cirúrgica em Portugal, permitindo operar "com a mesma garantia de segurança e qualidade" das cirurgias convencionais, mas com um "uso mais racional das instalações, dos equipamentos e dos profissionais de saúde".

 

Na cirurgia de ambulatório, o doente dá entrada de manhã no hospital, é submetido à cirurgia e, em vez de ficar internado, vai para casa após a intervenção cirúrgica, levando consigo a medicação necessária para o tratamento pós-operatório imediato e o contacto da equipa cirúrgica, a quem poderá recorrer se tiver necessidade.

 

A cirurgia de ambulatório tem permitido "reduzir as listas de espera", graças a uma "maior rentabilização" dos blocos operatórios e dos espaços de internamento, explicou a ministra da Saúde, sublinhando que esta prática clínica permite ainda diminuir o risco de infecção hospitalar, dado que um doente internado está "mais propício a infecções" adquiridas no meio hospitalar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.