Mesmo pouco exercício físico é benéfico para o coração

Estudo publicado na revista "Circulation"

04 agosto 2011
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Mesmo uma pequena quantidade de actividade física ajudará a reduzir o risco de doença cardíaca. O benefício aumenta com o aumento da quantidade de actividade, aponta uma revisão quantitativa publicada na revista "Circulation" da American Heart Association.

 

As pessoas que realizam alguma actividade física de intensidade moderada durante 150 minutos por semana são 14% menos propensos a sofrer de uma doença cardíaca, em comparação com aquelas que não fazem exercício. Com níveis mais altos de actividade, o risco relativo de doença cardíaca reduz-se cada vez mais.

 

Os investigadores verificaram que, inclusive, as pessoas que realizam uma actividade física segundo as directrizes dos EUA (que recomendam 2 horas e 30 minutos de exercício moderado por semana) têm um menor risco de doença coronária do que aquelas que não realizam qualquer actividade. "As conclusões gerais do estudo corroboram as directrizes - mesmo praticar pouco exercício é benéfico, mas quanto mais, melhor - 150 minutos de exercício por semana é benéfico, 300 minutos por semana é ainda melhor", apontou, em comunicado de imprensa, Jacob Sattelmair, do departamento de epidemiologia da Harvard School of Public Health.

 

Quem faz mais exercício - cerca de 300 minutos por semana, ou cinco horas - reduziu o risco de doença cardíaca, incluindo enfarte agudo do miocárdio, angina e cirurgias de bypass, em 20%, em comparação com pessoas que não fizeram qualquer exercício, de acordo com o estudo.

 

Sattelmair explica que este trabalho é diferente de estudos anteriores que também analisaram a relação entre actividade física e o risco de doenças do coração, uma vez que este incluiu a avaliação da quantidade de actividade física que uma pessoa pode precisar para reduzir o seu risco, assim como a extensão do benefício. Os investigadores avaliaram mais de três mil estudos sobre actividade física e doenças do coração, e incluíram 33 destes nas suas análises. Entre eles, nove que mediram a actividade física quantitativamente. "Os primeiros estudos dividiam as pessoas em activos ou sedentários. Os estudos mais recentes começaram a avaliar a quantidade real de actividade física que um indivíduo realiza e como isso se relaciona ao risco de sofrer de doenças do coração", explicou Sattelmair.

 

Por razões desconhecidas dos investigadores, os estudos indicaram que as mulheres apresentavam mais benefícios provocados pelo exercício físico que os homens, embora isso possa ter sido uma peculiaridade das estatísticas, de acordo com o mesmo comunicado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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