Menor risco de morte por doenças relacionadas com a sida

Estudo publicado na revista “The Lancet”

22 julho 2014
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Os adultos com VIH que vivem nos países desenvolvidos apresentam risco reduzido de morte por doenças relacionadas com a sida, comparativamente há uma década, refere um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 

De acordo com o estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, os indivíduos infetadas com o vírus que causa a sida, residentes na Europa, Austrália e Estados Unidos, estão também em menor risco de morte por doenças cardiovasculares e hepáticas.
 

Apesar de a maioria das mortes por essas causas ter diminuído ao longo da última década, período em que decorreu a pesquisa, não houve registo de redução das taxas de mortalidades por cancros não relacionados com a sida.
 

De acordo com a líder do estudo, Colette Smith, da Universidade de Londres, “estas reduções recentes nas taxas de mortes relacionadas com a sida prendem-se com a melhoria contínua na contagem de CD4 e fornecem mais evidências dos benefícios líquidos substanciais dos antirretrovirais”.
 

“Mas, apesar destes resultados, a doença relacionada com a sida continua a ser a principal causa de morte nesta população. Esforços contínuos para garantir uma boa aderência aos antirretrovirais e para diagnosticar os indivíduos numa fase mais precoce, antes do desenvolvimento de imunodeficiência grave, são importantes”, disse Colette Smith.
 

De acordo com o estudo, atualmente, o cancro é responsável por 23% de todas as mortes nestas três regiões do globo, enquanto as mortes por sida se mantiveram estáveis nos últimos 10 anos: de 1,6 mortes por 1000 anos, em 1999-2000, para 2,1 mortes por 1000 anos, em 2009-2011.
 

O estudo envolveu cerca de 50.000 adultos VIH-positivos que recebem cuidados e terapia antirretroviral em mais de 200 clínicas em toda a Europa, Estados Unidos e Austrália.
 

O estudo apurou que as taxas globais de mortalidade caíram quase para metade desde 1999, enquanto as mortes por causas relacionadas com a sida e doenças cardiovasculares diminuíram em cerca de 65% e as mortes relacionadas com o fígado para mais de 50%. Foram registadas reduções similares em mortes relacionadas com doença hepática e doença cardiovascular.
 

A proporção de todas as mortes devido à sida também diminuiu ao longo da última década, enquanto a proporção de óbitos por doenças cardiovasculares permaneceu constante.
 

De acordo com os investigadores, esta diminuição pode resultar de uma melhor gestão dos fatores de risco tradicionais, nomeadamente o consumo do tabagismo, o uso de álcool, ou então a utilização de antirretrovirais menos tóxicos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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