Menor número de transplantes

Relatório divulgado esta semana

27 junho 2013
  |  Partilhar:

A falta de transparência e as desigualdades na atribuição de incentivos financeiros à colheita de órgãos e transplantação é um dos motivos para a diminuição da atividade em Portugal nos últimos anos.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que em dezembro do ano passado, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde tinha criado um grupo de trabalho para avaliar as possíveis causas para a diminuição de transplantes de órgãos em Portugal e propor medidas que alterassem a situação.
 

Este grupo de trabalho concluiu que Portugal está “globalmente aquém da capacidade de utilização de possíveis dadores, existindo assimetrias regionais significativas”.
 

Entre os motivos para a diminuição das colheitas de órgãos ligados a questões financeiras está a “falta de transparência da política de distribuição das verbas destinadas à colheita e transplantação (incentivos), com desigualdades gravosas entre diferentes instituições do Serviço Nacional de Saúde e, mesmo dentro da mesma instituição, entre diferentes serviços”.
 

O relatório recomenda que o financiamento das atividades de colheita e transplantação deve ser alterado, definindo critérios transparentes e fixos para esse financiamento.
 

“As verbas atribuídas às instituições e que se destinem a pagamento dos profissionais devem ser adequadas e distribuídas de forma clara e uniforme, evitando criar assimetrias não justificadas entre grupos profissionais e entre as diferentes instituições”, recomenda o documento.

Relativamente aos motivos associados às questões financeiras, são apontados a diminuição do preço da hora extraordinária dos profissionais e os atrasos no processamento dos incentivos.
 

No que respeita à organização hospitalar, o documento identifica falhas na Rede Nacional de Coordenação de Colheita e Transplantação, que “não inclui todas as unidades com potencial de doação”.
 

Há ainda um número insuficiente de camas de cuidados intensivos, que foi agravadoa pelo encerramento deste tipo de camas em alguns hospitais.
 

Também não há nos hospitais sistemas de controlo interno que monitorizem os processos de colheita e transplantação e notifiquem os conselhos de administração das falhas registadas.
 

Noutro plano, o grupo de trabalho defende a criação de uma Lei Nacional da Transplantação, que reveja toda a legislação atual. É ainda defendido que se crie um diploma para promover a proteção dos dadores de órgãos em vida.
 

Recomenda-se ainda regulamentar a colheita de órgãos em pessoas em paragem circulatória, com o documento a relembrar que em Espanha o programa de colheita em casos de paragem circulatória se mostrou bem- sucedido.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.