Menopausa: Terapêutica hormonal de substituição à base de soja
21 outubro 2001
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A terapia hormonal de substituição (THS) é, actualmente, a única «arma» que evita os problemas recorrentes da menopausa. Mas, uma nova terapêutica está a chegar ao mercado. Trata-se dos fitoestrogénios da soja.
 

 

Um terço da vida das mulheres é passado no período pós-menopausa. Uma etapa que, pelas suas consequências causa fortes transtornos sociais e que a médio e longo prazo contribui para o aparecimento de graves problemas de saúde, osteoporose ou doença cardiovascular, principal causa de morte nas mulheres acima dos 50 anos.
 

 

Em Portugal, existem mais de dois milhões de portuguesas em idade menopáusica, mas apenas 3% a 4% das mulheres se encontram medicadas.
 

Embora a terapêutica mais convencional seja a terapia hormonal de substituição (THS), o recurso aos tratamentos hormonais sintéticos tem sido limitado e até mesmo de curta duração.
 

 

Mulheres pouco protegidas
 

 

O abandono dos tratamentos de THS é frequente e consiste em uma das principais preocupações dos especialistas. Estima-se que cerca de 15% das mulheres que iniciam um tratamento o mantêm após um ano. Isto significa que a grande maioria da população feminina não está a ser tratada e protegida.
 

 

As duas principais razões para a interrupção da terapêutica estão relacionadas com dúvidas quanto à segurança da THS e a ocorrência de hemorragias de privação, sobretudo no que se refere às mulheres que já tenham registado a última menstruação há alguns anos.
 

 

Também a falta de informação contribui para que muitas mulheres não efectuam qualquer tratamento. De acordo com os resultados do Estudo Europeu sobre Menopausa, a maioria das mulheres desconhece que problemas como as alterações de humor ou a diminuição da libido são sintomas associados à menopausa. Por tudo isto, as mulheres não procuram ajuda médica.
 

 

 

Terapêuticas naturais
 

 

É neste contexto que o recurso a terapêuticas com base em fitoestrogénios, estrogénios de origem vegetal, sobretudo à base de soja, começa a constituir uma opção de futuro.
 

 

Estudos científicos tem demonstrado a sua utilidade na medicina. Afrontamentos, problemas de sono, depressões, osteoporose, problemas cardiovasculares e uma forte diminuição da incidência de cancro nas populações asiáticas são alguns dos pontos a favor deste novo medicamento natural.
 

 

Estudos farmacológicos e clínicos realizados no Japão, nos Estados Unidos e mesmo na Europa comprovam os efeitos benéficos dos fitoestrogénios de soja, resultado da sua excelente tolerância, da comodidade de administração e da sua eficácia no tratamento das perturbações da pré-menopausa e da menopausa.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

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