Menopausa ocorre mais cedo em mulheres como mutação no gene BRCA

Estudo publicado na revista “Cancer”

31 janeiro 2013
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As mulheres que apresentem mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 têm tendência a entrarem na menopausa mais cedo, revela um estudo publicado na revista “Cancer”.
 

Conduzido por uma equipa de investigadores da University of California,  nos USA, o estudo revelou igualmente que as mulheres que apresentam mutações nos genes BRCA1/2, e que são fumadoras de mais de 20 cigarros por dia, entram na fase da menopausa ainda mais cedo do que as mulheres que apresentam apenas  mutações no gene.
 

É já amplamente sabido que as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 podem produzir um risco vitalício e hereditário de cancro da mama e dos ovários nas mulheres que sofrem dessa mutação comparativamente às que não são portadoras da mesma. Algumas mulheres com mutações nos mesmos genes tomam, inclusivamente, a decisão de serem submetidas a intervenções cirúrgicas para removerem os tecidos que se encontram em risco, nomeadamente mamas e ovários.
 

O estudo teve por base cerca de 400 mulheres norte-americanas portadoras de mutações no gene BRCA. Foram comparadas as datas de início da menopausa dessas mulheres com um grupo de 765 mulheres da mesma área geográfica e que não sofriam de mutações no mesmo gene.
 

Foi observado que as mulheres que sofriam de mutações nos genes BRCA1/2 tinham, em média, entrado na menopausa aos 50 anos de idade, enquanto nas outras mulheres a entrada nessa fase havia decorrido, em média, aos 53 anos. As mulheres fumadoras, que consumiam acima de 20 cigarros por dia, tinham iniciado a menopausa aos 46 anos de idade.
 

Os resultados da investigação demonstram que as mulheres com mutações nos genes BRCA1/2 possuem um período reprodutivo menor do que as outras mulheres, bem como um maior risco de infertilidade. Os investigadores são de opinião que este grupo de mulheres deveria considerar adiantar a maternidade e que os médicos deveriam encorajá-las a fazerem aconselhamento sobre a fertilidade e a iniciarem tratamentos.
 

Os autores adiantam que embora o estudo demonstre existir um risco acrescido de infertilidade para as mulheres com mutação do gene, é necessário realizar investigação adicional. Os dados relativos à idade de entrada na menopausa para essas mulheres são limitativos, já que estas são aconselhadas a submeterem-se a intervenções cirúrgicas, após terem tido filhos, para reduzirem os riscos trazidos pela mutação do gene.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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