Menopausa e insónia aceleram envelhecimento das mulheres

Estudos da Universidade da Califórnia

09 agosto 2016
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A menopausa e a insónia, que se encontra frequentemente associada a essa, fazem as mulheres envelhecerem mais rapidamente, sugerem dois estudos publicados nos “Proceedings of the National Academy of Sciences” e na revista “Biological Psychiatry”.
 
Judith Carroll, uma das autoras do estudo, refere que não ter um sono reparador pode não só afetar o nosso funcionamento no dia seguinte, como também influenciar a taxa a que o relógio biológico bate. 
 
Os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, constataram que as mulheres incluídas no estudo e que tiverem um sono agitado, dificuldade em adormecer e que acordaram demasiado cedo de manhã tendiam a ser biologicamente mais velhas do que aquelas com uma idade cronológica semelhante que não apresentaram estes sintomas.
 
Para os estudos, os investigadores utilizaram um relógio desenvolvido por um dos autores do estudo, Steve Horvath, que se tornou um método amplamente utilizado no rastreio das alterações epigenéticas no genoma.
 
“Nas mulheres que estudámos, aquelas que relataram sintomas tais como sono agitado, acordando várias vezes durante a noite, tendo dificuldade em adormecer e acordando muito cedo pela manhã, tendem a ser mais biologicamente velhas do que as mulheres em idade cronológica semelhante que não relataram qualquer sintoma", declarou a cientista em comunicado.
 
No estudo da menopausa, os investigadores monitorizaram a metilação, um biomarcador químico associado ao envelhecimento, para analisar as amostras de ADN de mais de 3.100 mulheres. Foi medida a idade das células do sangue, saliva e interior da bochecha, para explorar a relação entre a idade cronológica de cada mulher e a idade biológica do seu corpo.
 
Este estudo apurou que a menopausa acelerava o envelhecimento celular em cerca de seis por cento. As mulheres que, por exemplo, entram precocemente aos 42 anos na menopausa, oito anos mais tarde são um ano biologicamente mais velhas que aquelas que entram naturalmente na menopausa aos 50. Isto pode ter consequências no risco de morte e doença.
 
O estudo sobre o sono, que recolheu dados de vinte mil mulheres, apurou que as mulheres pós-menopáusicas com cinco sintomas de insónia eram cerca de dois anos mais velhas que as mulheres com a mesma idade cronológica sem sintomas de insónia.
 
Apesar de os resultados não serem muito animadores, Steve Horvath sugere que no futuro o relógio epigenético poderia ser utilizado como uma ferramenta de diagnóstico para avaliar os efeitos das terapias, como a terapia hormonal para a menopausa.
 
“A grande questão é que terapia hormonal fornece o efeito antienvelhecimento mais forte, limitando em simultâneo os riscos para a saúde”, conclui. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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