Menopausa e a terapia de substituição hormonal

Estudo publicado no “The Obstetrician & Gynaecologist”

23 dezembro 2014
  |  Partilhar:

A terapia de substituição hormonal é o tratamento mais eficaz para os sintomas de menopausa, especialmente para as mulheres mais jovens no início da menopausa, defende um estudo de revisão publicado no “The Obstetrician & Gynaecologist”.
 

Esta revisão, realizada pelos investigadores do Birmingham Women's Hospital NHS Trust, no Reino Unido, refere que os sintomas da menopausa, incluindo fogachos e suores noturnos, são comuns e afetam cerca de 70% de mulheres ao longo de uma média de cinco anos. Contudo, em cerca de dez por cento das mulheres, estes podem prevalecer ao longo de vários anos. Cada mulher tem uma menopausa diferente. Enquanto algumas têm um ou dois sintomas leves, outras apresentam sintomas mais graves, que podem afetar a qualidade de vida da mulher.
 

A terapia de substituição hormonal é o tratamento utilizado para diminuir os sintomas associados à menopausa. Esta terapia fornece doses baixas de uma hormona, o estrogénio, que as mulheres deixam de produzir quando entram na menopausa. Contudo, os riscos e benefícios deste tipo de terapia têm sido amplamente discutidos nos últimos anos.
 

O estudo da “Women's Health Initiative”, em 2003, revelou que a terapia de substituição hormonal aumentava o risco de cancro da mama, acidente vascular cerebral e tromboemboliesmo venoso. Consequentemente, a utilização deste tipo de terapia reduziu cerca de 80%.
 

No entanto, em 2007, ficou demonstrado que a adoção deste tipo de terapia, ao longo de 10 anos, estava a associada a um risco baixo e a uma redução de problemas cardiovasculares.
 

O estudo “Million Women Study”, em 2001, também sugeriu que a terapia de substituição hormonal aumentava o risco de cancro da mama. Contudo, os autores do presente estudo de revisão chamam a atenção para o facto de os estudos mencionados não terem avaliado o efeito da terapia em mulheres sintomáticas mais jovens após a menopausa, não tendo sido analisados os benefícios desta terapia no alívio dos sintomas durante uma fase precoce da transição da menopausa.
 

Os autores desta revisão concluem que os médicos não devem preocupar-se em discutir os riscos e benefícios da terapia de substituição hormonal com as mulheres com sintomas da menopausa, ou hesitar em fazer um julgamento do tratamento adequado. Para os autores do estudo, a toma desta terapia é uma escolha das pacientes.
 

“As mulheres estão, por vezes, preocupadas com o risco aumentado de cancro da mama associado à terapia de substituição hormonal. No entanto, este risco é muito menor do que o associado a outros fatores, como a obesidade, consumo de álcool e idade materna tardia”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Shagaf Bakour.
 

"A terapia de substituição hormonal é o tratamento mais eficaz para o tratamento dos sintomas da menopausa (…). Existem vários tipos e regimes de terapia e os profissionais de saúde são capazes de aconselhar qual é o que se adequa melhor a cada mulher”, conclui a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.