Meninos parecem ser mais suscetíveis à dor

Estudo realizado pela Universidade do Porto

24 dezembro 2012
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Um estudo conduzido pela Universidade do Porto, e em que foram avaliados vários parâmetros em crianças dos dois sexos, conclui que os meninos queixam-se mais de dor do que as meninas, sendo a "dor de barriga" o principal mal de que padecem.
 

O estudo, que contou com a participação de 8.647 crianças portuguesas, constatou que 47% e 42% dos rapazes e das raparigas, respetivamente, queixavam-se de dor nos últimos três meses.
 

Este estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, apurou que as crianças queixam-se mais da "dor de barriga" (52,1%), logo seguida de dor de cabeça (44,4%) e "dor nas pernas" (36%). A dor de garganta e de dentes vem logo a seguir. Dores de braços (6,6%), dores de peito (8,3%) e dores na zona pélvica (10,8%) são as dores de que as crianças se queixam menos.
 

Relativamente aos conflitos entre pais e filhos, o documento indica que quanto mais estudos têm os progenitores, mais se regista “disciplina não violenta”, ou seja, o mãe/pai explica ao filho o que “estava a fazer errado”, “tira regalias (brinquedos)”, ou põe-no de castigo (ficar no quarto).
 

Por outro lado, quanto menos estudos têm os progenitores mais maus tratos físicos (graves ou extremos) são infligidos às crianças. Maus tratos físicos são, por exemplo, bater na criança em alguma parte do corpo, atirá-la para o chão ou bater-lhe com a mão fechada ou dar um pontapé com força. O estudo define maus tratos como agarrar pelo pescoço e sacudir a criança, queimar ou derramar líquido quente nele de propósito ou ameaçar com uma arma branca ou de fogo.
 

Os investigadores constataram que perto de 40% das crianças portuguesas sofrem de excesso de peso e as meninas têm mais “excesso de peso” e “obesidade” do que os rapazes.
 

Do total das crianças avaliadas, 34,7% das meninas tem peso a mais aos quatro anos de idade (23,1% sofre de excesso de peso e 11,6% sofre de obesidade), enquanto nos meninos o peso a mais situa-se nos 31,7% (22% com excesso de peso e 9,7% com obesidade), lê-se no estudo. O excesso de peso nas crianças agrava-se dos quatro para os sete anos, principalmente no género masculino. Foi também observado que o peso das crianças é tanto maior, quanto menor é a escolaridade da mãe.
 

Uma outra conclusão do estudo é que os filhos de mães que apresentam excesso de peso ou obesidade, têm uma maior incidência de excesso de peso.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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