Meningite mata no oeste da África

Mais de 1.200 pessoas já pereceram à doença

17 junho 2003
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Mais de 900 pessoas morreram este ano em decorrência da meningite em Burkina Fasso, no oeste da África, elevando o total de vítimas da doença na região para 1.200 desde Janeiro. Desde o início do ano, o país contou já 6.234 casos da doença, o que leva a um índice de mortalidade de 14,6 por cento, informou o ministério da Saúde.
 

Burkina Fasso é um dos 18 países do «cinturão da meningite» da África, que vai do Senegal, no oeste, à Etiópia, no leste. A doença mata entre 10 a 50 por cento das suas vítimas e as crianças são especialmente vulneráveis. Os sobreviventes podem ficar com sequelas no cérebro.
 

 

Só entre Janeiro e Março, a Nigéria, também no oeste da África, registrou 300 mortes por causa da meningite. Parte das vítimas deste ano foi infectada pela nova cepa W 135, que devastou Burkina Fasso no ano passado, matando 1.743 pessoas.
 

 

Acredita-se que essa cepa não seja predominante em Burkina Fasso, mas tenha sido levada para o oeste da África por peregrinos muçulmanos que retornaram de viagem à Arábia Saudita.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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