Memorização está ligada à criação de novos neurónios

Cientistas franceses fazem descoberta pioneira

27 novembro 2003
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Investigadores franceses demonstraram pela primeira vez, em ratos, que quanto maior for a produção de neurónios, melhores são as aptidões de um indivíduo para se orientar no espaço e aprender.O estudo, efectuado por uma equipa dirigida por Nora Abrous, especialista em fisiopatologia do comportamento, foi ontem publicado na revista da Academia Americana das Ciências PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).A alteração da capacidade do sistema nervoso de modificar e reorganizar a sua estrutura ao longo do tempo e das experiências vividas era já considerada há muito uma das causas possíveis do envelhecimento cerebral.Esta é porém a primeira vez que se demonstra efectivamente a existência de uma relação quantitativa entre disfunções da memória e defeitos de produção de neurónios.Os investigadores identificaram entre esses ratos - com 20 a 24 meses - os que mostravam ter dificuldades reais de aprendizagem e os que dispunham de faculdades idênticas às dos animais jovens. Colocaram depois os ratos depois num labirinto aquático para verificar a sua capacidade de atingir mais rapidamente uma plataforma imersa numa piscina. Foi então medida a distância percorrida por cada animal para avaliar as suas capacidades de memorização e quantificado o número de neurónios recém formados de que se dotaram.A comparação dos resultados obtidos pelos dois grupos de roedores mostra claramente, segundo os investigadores, que os ratos com melhores desempenhos num teste de labirinto são os que têm uma capacidade de produção de neurónios superior aos outros.Fonte: Lusa

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