Memórias podem ser bloqueadas

Recordações de vítimas de pedofilia geram polémica

21 janeiro 2004
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Até que ponto as vítimas de abuso sexual conseguem bloquear a lembrança destas experiências traumáticas vividas na infância e na adolescência, mecanismo que as pode impedir de denunciar imediatamente estes crimes? O psicólogo norte-americano Michael Anderson, um dos mais conceituados investigadores da memória, num estudo recentemente publicado na revista Science, garante que usando certas regiões do cérebro, as pessoas conseguem mesmo bloquear activamente recordações dolorosas. Esta conclusão, já destacada por várias organizações de apoio às vítimas de pedofilia, entra em contradição directa com a teoria defendida pela também norte-americana Elizabeth Loftus, psicóloga que a defesa de Carlos Cruz pretendeu, sem êxito, apresentar como trunfo.Loftus, que esteve recentemente no nosso país, tem procurado desmontar o que apelida de «mito das memórias reprimidas». No seu entender, muitas «falsas memórias» de abuso sexual de crianças são fruto da sugestão de terceiros. Os seus conhecimentos nesta área têm mesmo contribuído para que seja chamada a dar pareceres técnicos em julgamentos de pedofilia.Fonte: Diário de Notícias

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