Memória invulgar pode estar inscrita nos genes

Jovem italiano lembra-se de vivência com um ano de idade

07 abril 2002
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A extraordinária memória de um jovem italiano despertou o interesse dos investigadores do Hospital San Raffaele de Milão, que querem estudar o seu ADN para averiguar se tal invulgar capacidade está associada a factores genéticos.
 

 

Gianni Golfera, 24 anos, tem memorizados cerca de 260 textos de filosofia que vão desde a antiga Grécia ao Renascimento, e pode lembrar-se de pessoas que o visitaram quando tinha apenas um ano de idade e o que estas lhe disseram, refere a imprensa local.
 

 

Esta capacidade extraordinária é de família, já que o seu pai, piloto de aviões, e o avô, tinham também uma memória prodigiosa, segundo disse o jovem.
 

 

Por este motivo, Antonio Malgaroli, do centro médico milanês, explicou que deseja estudar o património genético de Golfera, já que a sua prodigiosa capacidade mnemónica pode ter uma componente hereditária.
 

 

"Existe uma propensão hereditária para padecer da doença de Alzheimer, que destrói a memória, pelo mesmo motivo pode-se herdar uma memória especial", acrescentou o cientista, que sublinhou igualmente a importância que podem ter outros factores, como os ambientais.
 

 

Golfera afirma que a técnica que utiliza desde os onze anos para potenciar a sua memória baseia-se num tratado, "De Umbris Idearum", do filósofo Giordano Bruno, que foi queimado vivo em 1600 após julgamento pela Inquisição.
 

 

Fonte: Lusa

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