Melhoria na sobrevivência de doentes com formas agressivas de LNH

Comité Europeu do Medicamento analisa novo tratamento para o linfoma não-Hodgkin

11 maio 2001
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Foi ontem submetido ao Comité Europeu do Medicamento (CPMP) um pedido de aprovação para utilização de um novo tratamento antineoplásico, para formas agressivas do linfoma não-Hodgkin (LNH).
 

 

O pedido refere-se à utilização do MabThera em associação com a quimioterapia convencional (CHOP)

 

"Trata-se da primeira vez, em 20 anos, que uma nova associação de fármacos mostra uma melhoria global na sobrevivência, em formas agressivas de LNH," afirma o Professor Bertrand Coiffier, chefe do Departamento de Hematologia do "Hospices Civiles de Lyon", em França, e investigador principal do ensaio. "O regime de quimioterapia anteriormente considerado como standard terapêutico obtinha uma taxa de cura de apenas 30-40 %, numa doença que pode ser rapidamente mortal."
 

 

A incidência de LNH está a aumentar em média, 3-4% por ano, no mundo ocidental, o que a torna no , logo a seguir ao melanoma cutâneo e à neoplasia do pulmão. Na Europa, a maior prevalência observa-se em Itália e na Alemanha, com quase 23.500 novos casos de LNH em 2000. Os tratamentos actuais do LNH incluem, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e o transplante da medula óssea.
 

 

MabThera é um anticorpo monoclonal que actua por meio da sua ligação a uma proteína específica (o antigénio CD20) na superfície de células B, normais e malignas. Depois recorre às defesas naturais do organismo para atacar e matar as células B marcadas. As células estaminais presentes na medula óssea não possuem o antigénio CD20, o que permite às células B saudáveis regenerarem-se após o tratamento, regressando aos níveis normais no espaço de alguns meses.
 

 

A submissão do pedido de aprovação da utilização do MabThera em formas agressivas de LNH baseia-se nos resultados provisórios do ensaio de fase III, conduzido pelo "Groupe dEtude des Lymphomes de lAdulte" (GELA), um numeroso grupo colaborativo na área oncológica, que inclui mais de 110 instituições em França, Bélgica e Suíça. Os resultados referem-se à análise de 328 dos 399 doentes idosos (idade igual ou superior a 60 anos) envolvidos no ensaio, não tratados previamente, com formas agressivas de LNH.
 

 

Fonte: D&E / Shandwick Internacional Dept. Health Care

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