Melhoria da capacidade física combate atrofia do cérebro

Estudo publicado no “Journal of the International Neuropsychological Society”

24 novembro 2015
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Estes efeitos foram encontrados tanto em idosos saudáveis, como naqueles diagnosticados com distúrbio cognitivo ligeiro, um estadio inicial da doença de Alzheimer.
 
“O exercício pode ajudar a reverter o processo neurodegenerativo e a tendência do cérebro em encolher, características observadas nos indivíduos com distúrbio cognitivo ligeiro e doença de Alzheimer. Muitas pessoas pensam que é demasiado tarde para começaram a praticar exercício quando já apresentam sintomas de perda de memória, mas os nossos dados sugerem que o exercício pode ser benéfico nesta fase inicial do declínio cognitivo”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, J. Carson Smith.
 
Para o estudo os investigadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Maryland, nos EUA, convidaram indivíduos fisicamente inativos, com idades compreendidas entre os 61 a 88 anos a caminharem a uma intensidade moderada numa passadeira quatro vezes por semana, ao longo de 12 semanas. Verificou-se que, em média, a capacidade cardiorrespiratória melhorou cerca de oito por cento, tanto nos indivíduos saudáveis como naqueles com um distúrbio cognitivo ligeiro.
 
A atrofia da camada cortical é um marcador da progressão da doença de Alzheimer e está relacionada com sintomas incluindo distúrbio cognitivo. Os investigadores constataram que os participantes que apresentaram mais melhorias na condição física foram os que tiveram o maior crescimento da espessura do córtex cerebral, incluindo os pacientes diagnosticados com um distúrbio cognitivo ligeiro ou os indivíduos saudáveis.
 
Apesar de os dois grupos terem apresentado associações fortes entre o aumento da condição física e o aumento a espessura do córtex após a intervenção física, os pacientes com distúrbio cognitivo ligeiro foram os que apresentaram mais melhorias, comparativamente com os indivíduos saudáveis na ínsula esquerda e giro temporal superior, duas regiões cerebrais em que na doença de Alzheimer o processo neurodegenerativo está acelerado.
 
A equipa de investigadores já tinha constatado em estudo anteriores que os indivíduos que submetiam a este tipo de intervenção física apresentavam melhorias na eficácia neuronal durante a recuperação da memória, estes novos dados fornecem informações interessantes relativamente ao impacto positivo do exercício na função cognitiva.
 
Os investigadores estão já a planear estudos futuros que incluam mais participantes e com tempos de intervenção de exercício maiores de modo a verificar se poderão ocorrer mais melhorias ao longo do tempo e se o efeito benéfico também persiste.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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