Melhor aluna do secundário não quer ser médica

Catarina obteve média final de 20 valores

12 dezembro 2003
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Se há desvantagens em atingir o fim do secundário com média de 20, uma delas é ter de responder quase todos os dias à mesma pergunta. Que o diga Catarina Prelhaz dos Santos, de Coimbra, que acredita que terá de continuar a coleccionar argumentos para explicar por que é que não escolheu o curso de Medicina. Não, não será médica. É caloira de Jornalismo na Universidade de Coimbra e tornou-se, ela própria, notícia, ao ser galardoada com o Prémio Nacional Doutor José Pinto Peixoto, que distingue o melhor aluno do ensino secundário no ano lectivo 2002/2003. «Dar entrevistas é uma sensação estranha, mesmo estranha...», insiste Catarina, que recebeu esta semana, em Almeida, o prémio pecuniário de 1000 euros. Não é de agora, a tal pergunta. Aluna de ''cincos'' no preparatório e de ''vintes'' ao longo de todo o secundário, Catarina, de 18 anos, teve de ser firme para fugir ao destino que todos pareciam querer traçar-lhe. «Mesmo agora, que estou em Jornalismo e estou a adorar, há pessoas que continuam a dizer que um dia hei-de tirar o curso de Medicina!», ri-se. Com paciência - não é «pessoa para se irritar» -, vê-se obrigada a explicar, «quase todos os dias», que «para se ser um bom médico é preciso ter vocação». «Tenho a certeza absoluta de que há pessoas com notas muito mais baixas do que as minhas que dariam muito melhores médicos do que eu», afirma. Fonte: Público

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