Melatonina pode reduzir risco de cancro da próstata

Estudo de Saúde Pública de Harvard

22 janeiro 2014
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Níveis elevados de melatonina, uma hormona envolvida no ciclo de sono e vigília, podem ser sugestivos da diminuição do risco de desenvolvimento de cancro da próstata avançado, dá conta um estudo apresentado na conferência Prostate Cancer Foundation.
 

A melatonina é uma hormona que se produz exclusivamente à noite e é um produto importante do ritmo circadiano. Muitos dos processos biológicos são regulados pelo ritmo circadiano, incluindo o ciclo de sono e vigília. A melatonina pode desempenhar também um papel importante na regulação de várias outras hormonas que influenciam determinados cancros, como o da mama e da próstata.
 

“A falta de sono e outros fatores podem influenciar a quantidade de melatonina secretada ou bloqueá-la por completo; e os problemas de saúde associados com baixas quantidades de melatonina, interrupção do sono e/ou interrupção do ritmo circadiano são vários, incluindo, um possível fator de risco do cancro”, explicou, em comunicado de imprensa, um das autoras do estudo, Sarah C. Markt.
 

Neste estudo os investigadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos EUA, decidiram avaliar, numa amostra de 928 homens, se havia uma associação entre o risco de desenvolvimento de cancro da próstata e os níveis de um subproduto da melatonina presentes na urina, a 6-sulfatoximelatonina.
 

O estudo apurou que um em cada sete homens referiu ter problemas de sono, um em cada cinco disse ter problemas em permanecer a dormir, e quase um em cada três tomava medicamentos para dormir.  
 

Os investigadores constataram que os homens que tomavam medicamentos para dormir, que tinham problemas em adormecer ou permanecer a dormir apresentavam, comparativamente com os homens sem problemas de sono, níveis significativamente mais baixos de 6-sulfatoximelatonina.
 

No total, 111 homens foram diagnosticados com cancro da próstata, incluindo 24 em fase avançada. Foi observado que os participantes que tinham níveis de 6-sulfatoximelatonina acima da média apresentavam um risco 75% menor de desenvolver cancro da próstata avançado.
 

Os investigadores referem que apesar dos resultados deste estudo necessitarem de ser replicados, estes apoiam a importância dos ciclos de luz e escuridão e de sono vigília em se manterem estáveis. Foi ainda acrescentado que dado que os níveis de melatonina são potencialmente modificáveis são necessários mais estudos sobre a melatonina e o risco da progressão do cancro da próstata.  
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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