Melatonina pode ajudar a travar cancro da mama?

Estudo publicado na revista “Genes and Cancer”

29 agosto 2016
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A melatonina, uma hormona produzida no cérebro humano, parece suprimir o crescimento dos tumores do cancro da mama, sugere um estudo publicado na revista “Genes and Cancer”.
 

De acordo com os investigadores da Universidade do Estado de Michigan, nos EUA, apesar de os possíveis tratamentos baseados nesta descoberta estarem a muitos anos de distância, estes resultados dão aos cientistas uma base para investigações futuras.
 

O cérebro produz melatonina apenas à noite para regular os ciclos de sono. Os cientistas têm especulado que a falta de melatonina, em parte devido à privação de sono característica da vida moderna, aumenta o risco de as mulheres desenvolverem cancro da mama.
 

No estudo, os investigadores, liderados por Juliana Lopes, apuraram que a melatonina suprime o crescimento das células estaminais do cancro da mama, fornecendo provas científicas que apoiam o crescente corpo de evidências sobre a privação do sono.
 

Antes de provarem a sua teoria, os investigadores fizeram crescer tumores a partir de células estaminais, conhecidas por mamoesferas.
 

O crescimento destas mamoesferas foi aumentado através da utilização de substâncias conhecidas por favorecer o crescimento do tumor, incluindo estrogénio natural e bisfenol A semelhante ao estrogénio (BPA), que pode ser encontrado nas embalagens de plástico alimentares.
 

Os investigadores verificaram que o tratamento com melatonina diminuiu o número e tamanho das mamoesferas, comparativamente com o grupo de controlo. Verificou-se também que quando as células eram estimuladas com estrogénio ou BPA e tratadas simultaneamente com melatonina, ocorria uma maior redução do número e tamanho das mamoesferas.
 

James Trosko, um dos autores do estudo, conclui que este estudo estabelece o princípio através do qual as células estaminais cancerígenas podem ser reguladas por hormonas naturais e fornece uma técnica importante para detetar substâncias químicas com efeitos promotores no cancro, identificando ainda novos e potenciais fármacos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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