Melatonina ajuda a prevenir doença de Parkinson

Estudo da Universidade de Granada

05 abril 2011
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Um novo estudo realizado com ratinhos revelou que a melatonina, uma molécula natural sintetizada por praticamente todos os seres vivos, pode ajudar a prevenir o aparecimento da doença de Parkinson, dado ser um potente antioxidante e anti-inflamatório.

 

Cientistas do Centro de Investigação Biomédica (CIBM) da Universidade de Granada, Espanha, confirmaram que, outras substâncias semelhantes à melatonina, que actuam como antagonistas específicos das isoformas nNOS e iNOS também têm um importante papel na protecção contra o dano oxidativo e inflamatório, bem como na recuperação da actividade do complexo I, cuja inibição é um evento fisiopatológico fundamental no desenvolvimento da doença de Parkinson.

 

De acordo com o trabalho, estes dados podem levar ao desenvolvimento de novos medicamentos que ajudem a prevenir a doença. Na verdade, até hoje, desconhece-se a causa primária da degeneração dopaminérgica na doença de Parkinson.
Esta investigação teve agora o objectivo de explicar o papel do óxido nítrico (NO) no stress oxidativo, inflamação e disfunção mitocondrial que estão na origem desta doença num modelo de ratinho tratado com uma neurotoxina que reproduz a bioquímica e a sintomatologia da doença mesmo em seres humanos (denominado MPTP).

 

Deste modo, e se o tratamento com melatonina reduzir, de forma considerável a actividade da iNOS / i-mtNOS (citosólica e mitocondrial), diminuindo o dano oxidativo mitocondrial, a procura de compostos sintéticos semelhantes à melatonina poderia fornecer novas ferramentas farmacológicas com maior selectividade para inibir iNOS / i-mtNOS, de modo a poderem ser utilizados na prática clínica.

 

Nos ratinhos tratados com MPTP para este estudo, a actividade do complexo I reduziu-se em 65% na substância negra, sendo que, foi observado, que o tratamento com melatonina ou seus análogos estruturais contrariam essa redução, normalizando a função mitocondrial.

 

Também foi demonstrado que o excesso de óxido nítrico na substância negra, após a administração de MPTP deve-se ao aumento da actividade iNOS e i-mtNOS em cerca de 250%, enquanto a actividade constitutiva da nNOS permanece praticamente invariável. Deste modo, os ratinhos que não expressavam a iNOS estavam protegidos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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