Melanoma nos negros é menos comum mas mais letal

Estudo publicado nos “Archives of Dermatology”

14 janeiro 2010
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O melanoma, cancro da pele extremamente agressivo, ocorre principalmente em pessoas brancas, mas os negros têm menos hipóteses de serem diagnosticados precocemente e, quando o diagnóstico é feito, já apresentam formas avançadas da doença, sugere um estudo publicado nos “Archives of Dermatology”.

 

Investigadores da Miami University, nos EUA, avaliaram dados estatísticos sobre 41.072 casos de melanoma registados pelo serviço de saúde do estado da Florida, entre 1990 e 2004. Deste total, 39.670 eram brancos não hispânicos, 1.148 hispânicos e 254 negros.

 

Os casos mais avançados de melanoma ocorreram entre os hispânicos e negros, apesar de eles registarem um número inferior de ocorrências da doença. Assim, 18% dos hispânicos e 26% dos negros apresentaram os tipos de casos mais avançados de melanoma, face a 12% de casos entre os brancos.

 

Os esforços quer da investigação quer da educação pública têm tido como enfoque a prevenção do melanoma na população branca, devido ao seu maior risco de desenvolvimento da doença. Mas, neste estudo, os cientistas reforçam a importância de se passar a mensagem a todas as pessoas, independentemente do seu tipo de pele. “Os índices mais baixos de sobrevivência e o diagnóstico tardio do melanoma observam-se com frequência nos negros (…) e o mesmo parece estar a acontecer entre os hispânicos, tornando-se num problema de saúde pública que urge combater.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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